Kim Kyung-Hoon / Reuters
Kim Kyung-Hoon / Reuters

Navio de guerra americano na China pode atrapalhar negociações comerciais

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, o navio destroier USS McCampbell violou a lei internacional chinesa, infringiu a soberania da China e minou a paz e estabilidade

Associated Press, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2019 | 13h38

China pediu aos Estados Unidos que garantam boas condições para o progresso de discussões comerciais bilaterais que foram retomadas nesta segunda-feira, 7, e se queixou de ter avistado um navio de guerra americano em supostas águas chinesas.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Lu Kang, confirmou que uma nova rodada de conversas entre autoridades dos EUA e da China teve início em Pequim. O encontro deverá se estender até a próxima terça-feira, 8.

Ambos os lados têm mostrado otimismo de que avançarão no sentido de reverter as tarifas que os dois países impuseram a bilhões de dólares em produtos um do outro ao longo do ano passado. Em 1º de dezembro, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, concordaram em suspender novas tarifas por 90 dias.

Em meio ao início das conversas, o ministério também informou que embarcações militares chinesas foram despachadas para abordar o navio americano e alertar sua tripulação a deixar uma área próxima de ilhas disputadas no mar do Sul da China.

"Fizemos duras reclamações aos EUA", afirmou Lu. Segundo o porta-voz, o navio, que seria o destroier USS McCampbell, violou a lei internacional chinesa, infringiu a soberania da China e minou a paz e estabilidade.

"Quanto à possibilidade de o ocorrido ter algum impacto nas atuais consultas comerciais entre China e EUA...resolver questões existentes de forma apropriada entre China e EUA é bom para os dois países e o mundo", comentou Li.

Washington ainda não se manifestou em relação à queixa da China sobre o destroier.

A delegação americana que está em Pequim é liderada pelo vice-representante de comércio dos EUA, Jeffrey D. Gerrish. O governo chinês, por sua vez, não deu detalhes de quem o representaria.

Em 2018, o governo dos EUA elevou tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses para até 25%, em meio à alegação de que Pequim vinha obrigando empresas americanas a transferir tecnologia. Em retaliação, Pequim impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos.

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