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Navio iraniano com açúcar brasileiro é sequestrado no Índico

Um navio iraniano carregado com açúcar brasileiro foi sequestrado a leste do Oceano Índico no início desta segunda-feira, com 23 tripulantes a bordo, segundo observadores de transporte marítimo.

DANIEL FINEREN, REUTERS

26 de março de 2012 | 16h20

O navio levava mais de 63 mil toneladas da carga quando deixou o Brasil, maior exportador mundial de açúcar, de acordo com dados do setor.

O Eglantine, que segundo dados de transporte da Reuters carregou no Rio de Janeiro no final de fevereiro, foi sequestrado fora da costa sudoeste da Índia, por supostos piratas somalis, disse a missão da OTAN contra pirataria.

Gangues piratas armadas estão ganhando milhões de dólares em resgates e são capazes de ficar no mar por longos períodos, utilizando navios mercantes capturados como naves-mãe. A crise de segurança do transporte custa bilhões de dólares ao comércio mundial por ano.

Ataques tão longes da Somália como o sequestro desta segunda-feira são raros. Embora a Otan, a UE e as forças navais iranianas estejam tentando proteger a marinha mercante, o Oceano Índico é muito grande para que eles efetivamente patrulhem tudo.

Os EUA identificaram o navio como sendo operado por empresas de transporte do governo iraniano, na lista negra de Washington.

O Irã deve importar 1,6 milhão de toneladas de açúcar em 2011/12, de acordo com a Organização Internacional de Açúcar (OIA).

No entanto, as sanções ocidentais têm tornado difícil para o Irã pagar por alimentos básicos através do sistema bancário global, ainda que os gêneros alimentícios não sejam alvo das sanções.

(Reportagem adicional de Jonathan Saul em Londres)

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