Divulgação/Marinha
Divulgação/Marinha

Navio-plataforma da Petrobrás inclina com alagamento após explosão

Segundo ANP e sindicato, não há risco de o navio afundar

Idiana Tomazelli, Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2015 | 22h05

RIO - O alagamento na sala de máquinas do navio-plataforma FSPO Cidade de São Mateus, ocorrido após uma explosão na casa de bombas que fica ao lado do compartimento, provocou uma inclinação na embarcação, operada pela BW Offshore e alugada pela Petrobrás, na Bacia do Espírito Santo. Membros do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) asseguram, contudo, que o casco não registra danos. A explosão matou cinco pessoas e deixou outras 26 feridas, segundo o último balanço oficial. Outras quatro pessoas ainda estão desaparecidas.

A inclinação é percebida em fotos feitas nesta quinta-feira, 12, pela Marinha do Brasil e distribuídas à imprensa. Questionada, a Marinha informou que não comentará as imagens.

"É bem provável que a explosão tenha rompido a tubulação de água, que acabou invadindo (a sala)", afirmou o diretor do Sindipetro-ES, Arthur Lee, que representa a entidade no Comitê de Crise instaurado pela Petrobrás. Nesta quinta-feira, ele participou das reuniões realizadas para tratar do acidente e confirmou ao Broadcast, serviço da Agência Estado, que a inclinação foi constatada.

Mais cedo, a ANP informou que, às 3h30, 80% do casco havia sido escaneado sem identificar danos, e que a água na sala de máquinas provavelmente foi proveniente da rede de incêndios. Lee engrossou o coro. "Não há nenhum risco (de o navio-plataforma afundar)", disse o representante dos petroleiros.

A Capitania dos Portos do Espírito Santo disse que a perícia inicial na embarcação não indicava "nenhuma discrepância em relação aos equipamentos e sistemas de segurança da casa de bombas da unidade, local onde teve origem o acidente". A Marinha encontrou 12 deficiências na plataforma em uma perícia realizada em abril de 2014, mas um mês depois elas foram sanadas pela BW Offshore, que obteve uma nova autorização para operar a unidade, com validade até 3 de abril de 2015.

Investigação. Segundo Lee, o sindicato também vai participar da comissão de investigação do acidente. Os trabalhos, porém, ainda não foram iniciados. "Estamos longe de chegar a uma conclusão", disse.

Algumas suspeitas, porém, são de que um vazamento de gás não provocaria pressão para provocar uma explosão imediata. "Esse vazamento não aconteceu uma vez só, não. Houve pressões antecedentes. Questionei o representante da BW sobre isso, mas ele preferiu não responder antes das investigações", afirmou o representante dos petroleiros.

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