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Necessidade de renovar acordo com FMI ainda é dúvida

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse hoje que ainda há dúvidas sobre se é necessário ou não mais uma renovação do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). "O Brasil precisa hoje muito menos do FMI do que no final do ano passado, quando havia um problema de administração da dívida pública. Uma renovação do acordo hoje seria apenas para reforçar nossas reservas, mas o Brasil já tem condições de caminhar com suas próprias pernas e, em breve, não precisará mais do apoio do FMI", afirmou Mantega. Segundo ele, o País está fazendo direito sua lição de casa, equilibrando suas contas públicas e adotando uma política fiscal severa. Mantega admitiu que essa política fiscal severa implica em reduzir a capacidade fiscal do governo. "Mas precisamos ser criativos nesse momento, criando instrumentos para atrair o investimento privado, pois há muita poupança ociosa que, muitas vezes, está sendo canalizada para ganhos de tesouraria", afirmou. Ele ressaltou que, com ou sem acordo com o FMI, o fundo não vai ter mais interferência nas diretrizes de política econômica do governo, quer seja na definição do superávit primário ou outras medidas. Mantega disse, em relação ao crescimento, que o PIB deve avançar entre 0,8% e 0,9%, o que é um resultado razoável, segundo ele, devido ao ajuste que se observa na economia neste ano. Ele disse que é perfeitamente possível que, em 2004, a economia cresça entre 3% e 3,5%.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2003 | 15h58

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