Negociação emperra e greve na Petrobras continua

Estatal não apresenta nova proposta sobre a questão do dia do desembarque e impasse continua

Reuters,

16 de julho de 2008 | 19h50

Após mais de quatro horas de reunião, a Petrobras não apresentou nova oferta aos petroleiros sobre o "dia do desembarque" e o impasse entre a estatal a categoria continua.  Os petroleiros reivindicam que o dia do desembarque dos empregados da Petrobras das plataformas seja considerado um dia de trabalho, e não de folga, como é hoje. Atualmente, os petroleiros ficam 14 dias embarcados e 21 de folga.  De acordo com o coordenador do sindicato dos petroleiros do Norte Fluminense, José Maria Rangel, a estatal não evoluiu na discussão do dia do desembarque, mas apresentou uma proposta para o pagamento de horas-extras retroativo a janeiro de 2007.  Segundo Rangel, os petroleiros embarcados têm direito a 11 horas de descanso, mas nem sempre isso é respeitado. Apesar de considerar a oferta da Petrobras um avanço, já que antes a estatal não admitia a retroatividade, não é suficiente para um acordo. "Não tem acordo. O impasse continua", disse Rangel à Reuters.

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