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Negociação entre Argentina e o FMI na reta final

As negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrarão hoje na última semana de definições para se chegar ao acordo de três anos antes do dia 9 de setembro, data do vencimento da dívida de US$ 2,9 bilhões que o governo tem com o organismo mas que decidiu não pagar com reservas do Banco Central. Embora o ministro de Economia, Roberto Lavagna, mantenha um otimismo externo sobre a conclusão das discussões com tempo para refinanciar essa parcela, fontes da equipe econômica mantém um certo ceticismo sobre a data, e acreditam que o acordo será assinado em umas duas ou três semanas mais. Entre hoje e amanhã, os técnicos de uma nova missão, precedida por John Dodsworth, que adiantou sua viagem, inesperadamente, na semana passada, desembarcam em Buenos Aires.Falta definir detalhes, como o cronograma de reajuste das tarifas dos serviços públicos, o fechamento da proposta de para a reestruturação da dívida em default e o índice de superávit primário anual para os três anos de duração do acordo. Estes são os pontos de maior divergência estre as partes. Segundo uma fonte da equipe econômica, pelo menos a questão ligada ao superávit, foi resolvido na sexta-feira passada, entre Dodsworth e Lavagna. O ministro aceitou um superávit crescente a partir de 2004, ano em que manteria a meta de 3% do PIB, e logo subiria para 3,2 % em 2005, e 3,3% em 2006. Os números estão mais próximos daquele desejado por Lavagna, que não abria mão de um superávit de 3% para os três anos, do que o exigido pelo FMI, entre 4% e 4,5% .Lavagna necessita do CongressoO ministro de Economia, Roberto Lavagna, aumentará, a partir de hoje, a pressão sobre o Congresso com vistas à conseguir a aprovação das leis que o ajudariam na negociação final com o FMI. Dentre as leis, destacam-se a que prevê a compensação aos bancos pela pesificação assimétrica da economia e o pacote anti-evasão. Ambas encontram-se na Câmara dos Deputados. Já no Senado Federal, Lavagna tenta inverter a pauta de prioridade que prevê o tratamento do julgamento político do ministro da Corte Suprema de Justiça, Eduardo Moliné O´Connor, pelo projeto que muda a cobrança do imposto sobre os lucros das exportações de commodities, em especial, cereais.

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