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Negociação entre JBS e Sara Lee esbarra no preço

Segundo fontes, proposta feita pelo JBS foi considerada baixa pela direção do grupo americano; conversas vêm sendo feitas há meses

, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2010 | 00h00

As intenções do grupo brasileiro JBS Friboi, maior processador mundial de carne bovina, de comprar a companhia americana do setor de alimentos Sara Lee Corp. esbarraram no preço, segundo fontes próximas às negociações. A fabricante de alimentos Jimmy Dean e dos hot-dogs Ball Park rejeitou uma proposta de incorporação apresentada pela JBS, por considerar o preço muito baixo.

A proposta era inferior ao valor máximo atingido pelas ações da Sara Lee no dia 17 de dezembro, quando o Wall Street Journal noticiou que as companhias estavam em conversações. Naquele dia, o pico foi de US$ 17,62, mas os papéis fecharam em US$ 17,26, conferindo à empresa um valor de mercado de US$ 11 bilhões. A Sara Lee rejeitou a oferta, mas não apresentou um preço pelo qual estaria disposta a ser vendida. A JBS tenta negociar com a Sara Lee há vários meses, e ambas já trataram de detalhes fundamentais. As duas empresas se negaram a comentar as informações.

A Sara Lee, cujas vendas superaram os US$ 10 bilhões no ano passado, decidiu vender outras divisões, como a unidade de panificação North American, a fim de se concentrar em suas divisões de café e carnes, em grande crescimento.

"Neste momento, vemos a Sara Lee em dificuldades", disse a analista Alexia Howard, da Sanford C. Bernstein, em uma nota aos clientes, na semana passada. A venda da unidade de panificação e de outras "pode preparar o caminho para um desmembramento maior ainda ou para uma transferência do controle". Não há nenhum acordo iminente, e não se sabe ao certo se haverá de fato uma venda, disseram as fontes. O JBS está sendo assessorada pelo JP Morgan Chase na transação, e a Sara Lee pelo Bank of America.

O conselho de direção da Sara Lee analisa se venderá também as divisões restantes de carnes ou de café, decisão que dependeria das implicações fiscais dessas transações. No início do ano, a Sara Lee atraiu também o interesses de companhias de private equity, mas recusou as propostas. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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