Negociação na OMC tem 45% de chance de êxito, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje que existe "45% de chances de êxito" nas negociações da rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio, apesar das dificuldades em torno das discussões do capítulo agrícola. O chanceler afirmou, em depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Senado, que o Brasil não aceitará melhorar outras áreas em negociação pela OMC, sem que haja avanços no setor agrícola. A reunião da OMC acontecerá no início de setembro em Cancun, no MéxicoAmorim informou que até o dia 11 de agosto a União Européia e os Estados Unidos, que dão os maiores subsídios ao comércio agrícola, deverão apresentar um texto que unifique as posições deles sobre o assunto. Segundo ele, esse texto deixará mais claro a possibilidade de avanço ou de recuo das negociações. O ministro disse que até o momento a União Européia concorda com os avanços desses tópicos, desde que os Estados Unidos se comprometam a seguir na mesma linha. Os EUA têm a mesma posição. Para o Brasil e outros países competitivos na área agrícola - o chamado Grupo de Cairns - a proposta da União Européia sobre o capítulo agrícola ainda é insuficiente. AlcaO ministro das Relações Exteriores afirmou que o governo brasileiro não disse "não" às negociações sobre a Alca, mas rejeita o formato das discussões. Amorim disse que o interesse do Brasil é de "corrigir" esse formato de maneira a direcioná-lo aos interesses do País. Segundo o chanceler, até novembro, quando se realizará a reunião ministerial da Alca, em Miami, será preciso ter clareza sobre as regras dessas negociações.Amorim disse aos senadores que o País defende que alguns temas da Alca sejam removidos dessas discussões e transferidos para rodada Doha da OMC. Isso significaria negociar na OMC temas como investimentos, serviços e compras governamentais e também as regras antidumping e subsídios agrícolas.

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