Negociação sobre gás com a Bolívia segue e é confidencial

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, confirmou na manhã desta terça-feira que foram retomadas as negociações com o governo da Bolívia sobre a exploração, pela empresa, de reservas de gás natural daquele país. Questionado pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) sobre a questão, Gabrielli informou, entretanto, que as conversas estão retomadas, mas com um acordo de confidencialidade entre as partes, de modo que não poderia revelar detalhes a respeito. O presidente da Petrobrás fez essas afirmações durante audiência pública promovida pelas Comissões de Infra-Estrutura e de Educação do Senado. Gabrielli relembrou que as conversas com os bolivianos chegaram a ser paralisadas por algum tempo. O governo de Evo Morales já manifestou, em mais de uma ocasião, que vai cumprir a promessa de campanha de nacionalizar as reservas de gás e petróleo daquele país. Preço dos combustíveis Gabrielli disse ainda que o preço da gasolina e de outros derivados do petróleo vendidos ao consumidor do Brasil é superior ao que se cobra, por exemplo, nos Estados Unidos, devido à diferença de impostos entre os dois países. A declaração veio em resposta à pergunta do senador Flávio Arns (PT-PR), que durante audiência pública no Senado o questionou por que o combustível no Brasil é caro, apesar da conquista da auto-suficiência. Ele defendeu os preços praticados pela companhia, afirmando que o que é cobrado nas refinarias da Petrobrás em alguns momentos estão abaixo, e em outros em linha com o que se cobra internacionalmente. "Mas, dos R$ 2,40 ou R$ 2,50 (por litro) que se compra na bomba, o preço da refinaria é R$ 0,50. O resto é imposto e margem da distribuição", afirmou. Apesar de não mostrar números, Gabrielli afirmou que como na Europa a estrutura tributária é semelhante à brasileira, os preços na bomba são também semelhantes. Mas ao fazer uma comparação quanto aos preços cobrados nas refinarias da estatal dos derivados, em relação aos Estados Unidos, Gabrielli demonstrou que no quarto trimestre do ano passado, por exemplo, a Petrobrás cobrava US$ 68,9 por barril de derivados, contra US$ 74,05 Por barril cobrados nas refinarias dos EUA.

Agencia Estado,

11 Abril 2006 | 13h30

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