finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Negociações agrícolas fracassam na OMC

As negociações agrícolas na Organização Mundial do Comércio (OMC) fracassaram nesta terça-feira diante da incapacidade dos 148 países para chegarem a uma posição comum em assuntos essenciais, como a eliminação dos subsídios agrícolas diretos e para a exportação. "Os ambiciosos objetivos fixados no início do ano não serão cumpridos", disseram hoje fontes da OMC, que lembraram ainda que o diretor-geral do organismo, o tailandês Supachai Panitchpakdi, já tinha alertado sobre esta situação.Segundo as mesmas fontes, falta "coragem e compromisso político" aos 148 países, para depois levar o assunto à mesa de negociações em Genebra. Segundo as fontes, o presidente do Comitê de Agricultura da OMC, o neozelandês Tim Groser, disse que "esperava progressos em algumas áreas" nas reuniões iniciadas na segunda-feira, "mas hoje isso é impossível". No entanto, Groser disse que "a falta de progresso não significa que as negociações estejam em crise", mas que ainda "tinha que pensar com cuidado em como classificar" a situação.Os negociadores agrícolas tentaram avançar, sem sucesso, em assuntos específicos, como o acesso aos mercados, e em outros temas considerados pilares das negociações neste setor, como os subsídios diretos aos agricultores e os que concedidos à exportação. Estão cada vez mais visíveis as divisões entre países desenvolvidos, que realizam uma política protecionista com seus agricultores, e em desenvolvimento, que rejeitam essas políticas e são, na maioria, exportadores que pedem mais acesso a esses mercados industrializados.Outras fontes da OMC disseram que as áreas "sem acordo no tema da agricultura representam decisões extremamente difíceis". Diante das divergências, os negociadores agrícolas saíram das negociações sem determinar em que data a partir de setembro voltarão a se reunir.

Agencia Estado,

26 de julho de 2005 | 18h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.