Negociações com a BrT estão em fase final, diz Oi

Segundo comunicado divulgado pela empresa, expectativa é de que negociações terminam nesta sexta

Agência Estado,

25 de abril de 2008 | 11h25

A Telemar Participações (TmarPart), controladora da Oi, divulgou na manhã desta sexta-feira, 25, curto comunicado informando que "as negociações visando a reestruturação da base acionária da TmarPart e a aquisição do controle acionário indireto da Brasil Telecom Participações S.A. estão em fase final, havendo a expectativa que se concluam nesta data, com a assinatura de todos os documentos e a realização dos atos societários pertinentes". Veja também:Megafusão de teles Entretanto, a empresa diz que, "tendo em vista a complexidade dos assuntos e a magnitude das transações envolvidas, não há certeza que serão efetivamente concluídas hoje". Segundo a TmarPart, a divulgação ao mercado ocorrerá tão logo as operações sejam concluídas.  A compra do controle da Brasil Telecom (BrT) pelo Grupo Oi deverá ser fechada pelo valor final de R$ 4,98 bilhões. Em janeiro, o valor estimado para o negócio girava em torno dos R$ 4,8 bilhões. O valor acabou aumentando, segundo uma fonte que acompanha as negociações, por conta da própria demora para a concretização do acerto e de ajustes finais no cálculo.  O acordo também deverá prever o pagamento de uma multa de R$ 490 milhões pela Oi à BrT caso o negócio não seja concretizado. Para a conclusão do negócio serão assinados cerca de 18 acordos, envolvendo a reestruturação acionária da TmarPart (controladora da Oi) e a própria compra da BrT. Desde dezembro, os sócios das duas companhias vêm trabalhando para aparar as arestas e colocar um ponto final nos litígios jurídicos envolvendo os acionistas da Brasil Telecom e do Grupo Oi, especialmente o Citigroup e o Opportunity. Estão na mesa contratos suspendendo ações judiciais no Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. Além disso, segundo fontes, a documentação preparada precisa cobrir pelo menos 11 diferentes operações de compra e venda de participações acionárias nas duas operadoras. Os sócios das companhias começaram em dezembro a trabalhar no desenho da chamada "supertele", empresa que nascerá da reestruturação da Oi e simultânea aquisição da BrT. O negócio é tratado pelo mercado financeiro como o mais importante do ano por criar uma empresa que já sai do papel com 29,6% do faturamento total das operadoras de telefonia fixa, celular, banda larga e TV por assinatura no Brasil. Mesmo depois do anúncio oficial, o negócio depende ainda de mudanças na legislação do setor de telefonia e de aprovação pelos órgãos reguladores para ser concretizado. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, discutem mudanças no marco regulatório da telefonia fixa e no Plano Geral de Outorgas (PGO). Essas alterações estudadas pelo governo viabilizariam a compra da BrT pela Oi.

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