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Negociações começam para valer em Cancún

As negociações da 5ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Cancún, entraram na reta final. A conferência, que teve início na quarta-feira passada, termina amanhã. O presidente da conferência de Cancún, o ministro do Comércio Mexicano, Luis Ernesto Derbez, vai entregar nesta tarde um texto base sobre o qual as delegações dos 147 países participantes irão negociar para tentar chegar a um documento final amanhã, contendo avanços em questões de várias áreas comercias ou, pelo menos, estabelecendo uma plataforma para a continuidade das negociações para a conclusão da Rodada de Doha, prevista para ser concluída em dezembro de 2004.O texto base a ser entregue por Derbez contemplará as propostas submetidas em cada capítulo comercial - como, por exemplo, serviços ou agricultura - pelos países ou grupos de países. O capítulo agrícola é, de longe, o mais controverso e que gera disputa entre os países. O G-21, grupo de países em desenvolvimento liderados pelo Brasil, reivindicam o fim total dos subsídios agrícolas dados pelos países ricos e também melhores condições de acesso a mercados.Já os Estados Unidos e União Européia (UE), que mantêm uma proposta conjunta, não querem a eliminação completa dos subsídios, especialmente para a produção doméstica de seus agricultores. Em cada capítulo há um texto rascunho contemplando o conteúdo das propostas dos países ou grupos de países, deixando em aberto cláusulas ou itens mais específicos que possam dificultar a fase de negociação que terá início assim que o presidente da conferência de Cancún, o ministro Derbez, entregar o texto-base geral para apreciação das delegações."A reunião entrou numa fase chave. Agora é que as negociações começam para valer, com os países, deixando apenas de apresentar reivindicações para entrar na postura de concessões normais de uma negociação", disse o vice-representante comercial americano, Peter Allgeier. O G-21 está reunido neste momento para avaliar o rascunho elaborado pelo facilitador do capítulo agrícola, o ministro de Cingapura, George Yeo. O rascunho de Yeo começou a circular entre as delegações desde ontem à noite, depois de três dias de intensas e difíceis reuniões bilaterais e também entre as partes em disputa.

Agencia Estado,

13 de setembro de 2003 | 14h11

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