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Negociações da OMC tendem a favorecer países ricos, diz Amorim

A Rodada de Doha de negociaçõescomerciais não pode ter sucesso a menos que países emdesenvolvimento consigam um acordo justo que reflita suasnecessidades, afirmou o Ministro de Relações Exteriores, CelsoAmorim, na quarta-feira. Durante uma coletiva de imprensa, Amorim disse que asconversas ainda têm uma tendência a favorecer os países maisricos. "Não posso vir a um lugar onde a sensibilidade de todos élevada em consideração enquanto a minha própria sensibilidadenão é levada em consideração", disse o ministro. "Isto não éjusto e uma das coisas que exigiremos é imparcialidade." A Rodada de Doha conseguiu alguns progressos tímidos sobreas complexas regras que coordenam o comércio mundial. Noentanto as linhas essenciais de qualquer tipo de acordo sãoclaras. Os Estados Unidos reduziriam os subsídios agrícolas e aUnião Européia diminuiria as tarifas para os produtosagrícolas, criando mais oportunidades no mercado internacionalpara os países em desenvolvimento. Em contrapartida, os países mais pobres cortariam astarifas sobre bens industrializados e abririam os mercados paraas empresas de países ricos. GRANDES GANHOS O Brasil deve ser um dos países que sairá ganhando com oacordo da Rodada de Doha, lançada seis anos atrás paradesobstruir o comércio mundial e ajudar os países emdesenvolvimento a se livrar da pobreza. Apesar disso, Amorim disse que os benefícios para as naçõesem desenvolvimento ainda são obscuros nas atuais negociações,baseadas em textos de compromisso divulgados em julho pelospresidentes das negociações sobre agricultura e indústria daOrganização Mundial do Comércio (OMC). "Com a União Européia, do modo como as fórmulas sãocalculadas, não sabemos o que teremos. Sei o que eu não terei-- não terei uma abertura, porque os cortes de tarifas aindasão muito limitados. Caso seja permitido aos países ricos tratarem apenas quatropor cento dos produtos como sensíveis, ou reservados paratratamento especial, já seria suficiente para eliminarpraticamente todos os produtos que o Brasil está interessado emcomercializar, afirmou o ministro. Os países desenvolvidos dizem que os grandes países emdesenvolvimento, como o Brasil, resistem a cortessignificativos nas tarifas industriais. Amorim falou após um encontro com os embaixadores da OMC dogrupo dos países em desenvolvimento (G-20), que reúne grandesparticipantes do mercado, como China, Índia, África do Sul e opróprio Brasil. O Brasil convidou os ministros do G-20 para um encontro emGenebra no dia 15 de novembro. Amorim afirmou desejar que issová garantir que a voz do grupo seja ouvida nos textos revisadosque os negociadores da OMC divulgarão em meados de novembro.

JONATHAN LYNN, REUTERS

31 de outubro de 2007 | 16h32

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