Negociações da Rodada Doha fracassam com impasse agrícola

China, Estados Unidos e Índia não chegaram a um acordo na OMC com relação às regras de importação

Agências internacionais,

29 de julho de 2008 | 13h08

As negociações para salvar a Rodada Doha de liberalização do comércio fracassaram, afirmaram negociadores nesta terça-feira, 29, depois que China, Estados Unidos e Índia não chegaram a um acordo com relação às regras de importação agrícola. A representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, afirmou que os diplomatas não conseguiram dar o passo final nas negociações. "Estávamos tão perto de fechar um acordo, mas não conseguimos fazê-lo hoje", disse ela. Veja também:Os problemas que levaram as negociações ao fracasso Vencedores e perdedores após colapso de DohaEntenda o que está em jogo na Rodada Doha da OMC Principais datas que marcaram a rodadaVeja a reação no Brasil após o fracasso das negociações da OMC De acordo com as fontes citadas pela AP, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, comunicou aos participantes que não houve acordo. Elas comentaram que a falta de entendimento entre EUA, China e Índia com relação às salvaguardas às importações agrícolas acabou definitivamente com qualquer esperança de avanço na negociação. Outras fontes também afirmaram que as negociações globais de comércio em Genebra fracassaram, sem acordo. "Parece que acabou", afirmou um diplomata britânico, que pediu para não ser identificado.  Susan Schwab disse aos jornalistas que em todos os dias houve claros momentos de aproximação entre os sete grandes países negociadores, particularmente quando Lamy apresentou uma proposta que foi discutida nos últimos dias. "É muito triste que o projeto de sexta-feira (de Lamy) que negociamos não vá se tornar realidade", disse. As negociações para um acordo comercial global começaram em 2001, logo após os ataques de 11 de setembro, na expectativa de impulsionar a economia mundial e ajudar os países mais pobres. O risco de mais anos de atraso ocorre agora por conta da eleição presidencial nos EUA em novembro e outros fatores. Washington se opôs a uma tentativa de Índia, China e Indonésia de assegurar medidas para proteger seus agricultores em caso elevação repentina nos volumes de importação de alimentos. Mais cedo, o comissário europeu de comércio, Peter Mandelson, instou as partes a buscar um acordo.

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