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Negociações entre Brasil e Argentina continuarão

As negociações comerciais entre o Brasil e a Argentina, iniciadas nesta quinta, em Buenos Aires, pelas presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, vão continuar na próxima terça, em Montevidéu, entre técnicos de ambos os países. "Os funcionários vão terminar de acertar os detalhes dos acordos que conseguimos hoje", disse Cristina, em declaração à imprensa. Segundo ela, todos os temas da agenda bilateral foram revisados ao longo do dia juntos aos seus respectivos ministros. A presidente Dilma defendeu a ampliação do fluxo comercial entre os dois países, que recuou no ano passado junto com uma queda de 20% das exportações brasileiras ao mercado argentino.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

25 de abril de 2013 | 23h08

"Tenho muita convicção da importância de ampliar os investimentos e os fluxos financeiros", disse Dilma ao mencionar também o interesse em aumentar a integração em outros setores como educação, pesquisa, inovação e cultura. Ambas as presidentes destacaram as dificuldades que as economias emergentes têm enfrentado com a crise nos países desenvolvidos. "Estamos, talvez, há 5 anos em uma conjuntura bastante dramática e somos muito afetados. Mas nós temos que enfrentar essa crise não com menos, mas com mais integração de nossas relações que são pautadas pelo diálogo e transparência", afirmou Dilma.

Ela disse que na reunião bilateral, que durou mais de 7 horas, os dois governos fizeram um "grande esforço que serão efetivados na reunião do Mercosul, onde faremos todo o desenvolvimentos dos primeiros elementos discutidos hoje". Cristina, por sua vez, classificou o dia como "uma jornada muito extensa e construtiva". Ambas destacaram a importância do documento assinado pelos presidentes dos 12 países da Unasul, em Lima, na quinta-feira passada, em favor das eleições democráticas da Venezuela, que consagrou Nicolás Maduro como presidente. Segundo ela, tanto o Mercosul, quanto a Unasul e a Celac têm papel fundamental para a estabilidade democrática na região.

Nesse cenário, ressaltaram a volta do Paraguai ao Mercosul e Unasul, que será discutida na próxima cúpula do bloco regional, que será realizada em junho, em Montevidéu. "O desenrolar dos últimos fatos demonstrou que é possível garantir a democracia na região", disse Dilma, em referência à suspensão do Paraguai após o processo de impeachment de Fernando Lugo. A presidente Cristina Kirchner anunciou um próximo encontro com Dilma Rousseff, dentro de três meses, no Brasil.

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