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Negociações para plano de austeridade fracassam na Grécia

Líderes não chegaram a acordo para adotar projeto, que é condição da ajuda recebida pelo país.

BBC Brasil, BBC

27 de maio de 2011 | 16h20

Líderes partidários gregos reunidos em Atenas nesta sexta-feira não conseguiram chegar a um acordo para a implementação do plano de austeridade proposto pelo primeiro-ministro George Papandreou.

O líder conservador Antonis Samaras rejeitou as medidas, afirmando que o plano vai "achatar a economia grega e destruir a sociedade".

Papandreou, que é socialista, tentava fechar um acordo entre os partidos para fazer mais cortes de gastos.

A Grécia deve receber um empréstimo de 12 bilhões de euros (R$ 27,3 bilhões) no dia 29 de junho, sendo que 3,3 bilhões de euros (R$ 7,5 bilhões) devem vir do FMI.

Esta seria a quinta parcela de um pacote de ajuda de 110 bilhões de euros (R$ 250,8 bilhões) da União Europeia (UE) e do FMI, mas esta parcela ainda não recebeu a aprovação final.

Como contrapartida ao empréstimo, aprovado no ano passado para estancar a dívida pública grega, o governo do país se comprometeu a adotar medidas de controle dos gastos e metas de redução do déficit, além de enxugar a máquina estatal.

O governo de Papandreou iniciou na quinta-feira um programa de privatizações, mas o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que também é diretor do grupo de ministros das Finanças da zona do euro, afirmou que este plano precisa ser mais ambicioso.

Juncker afirmou ainda que o FMI pode suspender seus empréstimos ao país, pois a Grécia pode não garantir sua solvência em 2012.

Segundo Juncker, o FMI está supondo que, se decidir não fazer o pagamento desta parcela, a UE o fará em seu lugar, apesar de países como Alemanha, Finlândia e Holanda se oporem a isto de alguma forma, segundo o premiê de Luxemburgo.

Estabilidade

Em entrevista ao jornal Aachener Zeitung, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, também pediu que a Grécia garanta mais estabilidade financeira.

"A Grécia precisa implementar totalmente e rigorosamente o programa, isto é muito importante para corrigir os erros do passado", disse.

A Grécia não conseguiu atingir as metas de redução de déficit e, com isso, as chances do país pedir empréstimos comerciais ficaram muito pequenas. Segundo o acordo para a ajuda ao país, a Grécia deveria pedir emprestado aos mercados financeiros 24 bilhões de euros (R$ 54,7 bilhões) em 2012.

A agência de estatísticas da UE revisou recentemente o déficit da Grécia em 2010 para 10,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB), maior do que os 9,6% calculados anteriormente e muito acima do que a meta estabelecida como parte do pacote de ajuda financeira ao país, de 8%.

Em 2009, o deficit grego era de 15,4% do PIB. Apesar dos novos dados, o Ministério das Finanças da Grécia disse estar confiante de que alcançará as metas.

O montante da dívida grega chega a 327 bilhões de euros (R$ 757 bilhões), quase 150% de seu PIB. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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