Negociações para venda da PT avançam

As negociações para a venda dos ativos portugueses da Oi avançaram e devem ser concluídas na próxima semana, apurou o Estado com fontes próximas às discussões.

RIO, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2014 | 02h01

Ao bater o martelo nessa transação, a companhia telefônica brasileira abre espaço para formalizar uma proposta para a compra da TIM junto com Vivo e a Claro até o fim de novembro.

Há atualmente três propostas finais em análise pela Oi por seus ativos portugueses. A companhia não abre mão de receber ao menos 7 bilhões e, assim, reduzir o seu endividamento. Deve fechar o negócio quem oferecer a maior quantia.

A disputa está entre a francesa Altice e os fundos de private equity Apax Partners e Bain Capital Partners.

Em comunicado divulgado ao mercado ontem, a Oi informou que foi contatada por diversos interessados nos ativos de Portugal, mas declarou que não recebeu qualquer proposta de alienação até a data.

O banco BTG Pactual, contratado para atuar como comissário pela Oi, trabalha na formatação da operação de fatiamento da operadora controlada pela Telecom Itália. "É um processo complexo por envolver três companhias, mas a proposta já está em fase final", disse uma das fontes.

O valor a ser pago pela TIM não está fechado, mas deve ficar entre R$ 36 bilhões e R$ 38 bilhões.

A Telecom Itália, por sua vez, já buscou os representantes da Oi para tentar costurar uma possível fusão com a TIM.

Contatos. No comunicado divulgado ontem, a Oi confirma que tem mantido contatos com a mexicana América Móvil, controladora da Claro, para aquisição da TIM.

A Oi também está vendendo 25% da participação da Portugal Telecom (PT) na companhia angolana Unitel, além de torres e outros ativos, avaliados em cerca de R$ 4 bilhões.

No comunicado, a empresa informa que, em relação aos ativos na África, reitera que procura interessados em sua aquisição. "Mas, até o momento, não há qualquer acordo, nem foram assinados quaisquer instrumentos ou propostas visando à alienação dos mesmos", frisou a companhia. / M.S.

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