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Negociador do FMI chega à Argentina

O diretor do Departamento de Operações Especiais do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anoop Singh, novo encarregado do caso argentino, desembarca hoje em Buenos Aires. Ele se unirá aos técnicos John Thornton, Alain Feller e James Roaf que já se encontram na Argentina desde ontem, analisando as contas do governo. A missão deverá permanecer no país durante 10 dias e manterá contatos com representantes das centrais sindicais, da igreja, e dos empresários. O primeiro encontro de Anoop Singh será com o ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, e o presidente do Banco Central, Mario Blejer, durante um almoço hoje.No Ministério de Economia, as informações são de que esta missão é técnica e não deverá iniciar as negociações com o governo. Isso ocorrerá somente quando o ministro de Economia viajar para Washington, a convite da direção do FMI, numa etapa posterior ao relatório que a missão entregará à Horst Köhler, diretor-gerente do organismo. Para Lenicov, o acordo com o FMI "já deveria ter sido assinado", levando em conta "o que já fizemos", como afirmou o ministro a um pequeno grupo de jornalistas, ontem. Ele enumerou os feitos: a aprovação do orçamento; o acordo com as províncias; a desvalorização do peso; a flutuação do câmbio; e a taxação às exportações.O governo tenta um acordo que permita a liberação dos recursos já aprovados que fazem parte do acordo anterior mas foram bloqueados por conta das metas fiscais não cumpridas. Primeiro foi a parcela de US$ 1,260 bilhão que deveria ter sido enviada em dezembro do ano passado, depois vêm outros US$ 9 bilhões que estavam programados para serem repassados neste ano. Além disso, a equipe econômica quer uma ajuda adicional não só do FMI como também do BID e do BIRD. Pelas contas do vice-ministro, Jorge Todesca, a Argentina precisa de US$ 20 bilhões para atravessar esta etapa de ajuste para sair da crise.Senado aprova OrçamentoO Senado argentino aprovou o Orçamento, conforme acordo com o governo. Porém, esta aprovação sem mudanças para que o presidente Eduardo Duhalde possa apresentar o orçamento ao FMI terá um viés. Os senadores estão redigindo uma lei com amplas modificações, eliminação de fundos e até um aumento do piso permitido para a aplicação do corte de 13% das aposentadorias que será de $1.000 mil pesos. Na Câmara dos Deputados, este piso tinha sido aumentado de $500 para $800 pesos. Os senadores também querem atualizar a projeção de recursos por causa da constante queda da arrecadação, além de adequar os números contando o custo e o benefício para a União relacionados com o acordo assinado com as províncias.Leia o especial

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