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Negocie dívida em dólar no cartão de crédito

Toda vez que a moeda norte-americana começa a subir, os consumidores que realizaram compras no cartão de crédito em dólar ficam apreensivos. Afinal, a dívida que contraíram aumenta na mesma proporção que o câmbio até que seja feita a conversão em reais no dia do vencimento da fatura. Ou seja, o consumidor assume o risco de pagar valores maiores que os do dia da compra. Porém, uma vez feita a conversão, o cliente deve pagar o débito em reais na íntegra, sem direito a financiamento. Esta medida foi adotada pelo governo para reduzir os gastos em dólar no exterior, já que, quando a rolagem da dívida é possível, os consumidores tendem a gastar mais. Nas compras feitas em reais no cartão de crédito, é possível fazer o pagamento mínimo da fatura e a dívida fica sujeita aos juros lançados na fatura do mês seguinte. Assim, a alta do dólar nas últimas semanas fez com que muitos clientes que fizeram suas compras no exterior tivessem de pagar valores maiores de sua dívida e à vista. Aqueles que não conseguem saldar seus débitos no vencimento da fatura passam para a lista de inadimplentes dos bancos e são tratados como tal pela instituição financeira responsável pelo cartão de crédito. Bancos abertos à negociaçãoEmbora os bancos não tenham uma linha de crédito específica para renegociar dívidas em dólar no cartão de crédito, o cliente pode procurar a gerência e tentar parcelar os valores ou mesmo conseguir um crédito pessoal com juros menores que os do cartão para facilitar a quitação do débito. No Unibanco, por exemplo, é possível fazer acordo e estender a dívida por vários meses, mas as taxas de juros dependem do contrato assinado por cada cliente. De acordo com o diretor de crédito e risco do cartão Unibanco, Roberto Lamy, o aumento da inadimplência por causa de dívidas no cartão de crédito foi grande à época da desvalorização do real em 1999. "Agora, isto não acontece muito. As pessoas parecem preparadas e diminuíram suas despesas em dólar." No Santander e Banespa, a renegociação depende de cada caso e quem estuda esta possibilidade é o gerente da instituição.Já o HSBC trata o cliente como qualquer outro inadimplente a partir do não pagamento integral dos valores e, assim, ele deve seguir as regras da área de cobrança do banco nestes casos. Uma das possibilidades é parcelar a dívida e continuar pagando as taxas de juros do cartão de crédito. Outra alternativa para o cliente é adquirir um crédito especial no banco - uma espécie de crédito pessoal automático com juros menores -, quitar o débito do cartão e pagar menos por isso no financiamento da dívida.

Agencia Estado,

09 de outubro de 2001 | 09h55

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