Negócios devem seguir tendência internacional

O mercado financeiro começa a semana nessa quarta-feira, após dois dias parados, devido ao feriado de carnaval. O cenário externo continua sendo o principal foco de atenções, principalmente o ritmo do desaquecimento da economia dos Estados Unidos.A economia dos Estados Unidos apresenta sinais divergentes em relação à desaceleração econômica. Nessa semana, o primeiro número divulgado foi o de vendas de imóveis usados referente ao mês de janeiro, que mostrou uma queda de 6,6% em relação ao total de dezembro. Os analistas, que esperavam por um crescimento na venda de imóveis, avaliaram que o resultado confirma que, de fato, a economia dos EUA está em processo de desaceleração. Por outro lado, ontem foi divulgado o total de venda de casas novas em janeiro, que ficou em 921 mil unidades em base anualizada - uma queda de 10,9% em relação a dezembro. Segundo analistas, um resultado acima de 900 mil ainda indica um mercado muito forte, o que sinaliza uma economia ainda aquecida.Para piorar ainda mais o cenário, ontem foi divulgado o índice de confiança do consumidor - um recuo de 115,7 em janeiro para 106,8 em fevereiro e abaixo dos 110,3 esperados pelo mercado. Trata-se da quinta queda consecutiva do índice, um dos mais importantes para o banco central norte-americano (FED) na análise do ritmo do desaquecimento da economia. Juros nos Estados UnidosTodos esses fatores, além da alta da inflação ao produtor e ao consumidor verificada em janeiro, serão tomados como base pelo FED na decisão sobre mais um corte dos juros nos EUA. A próxima reunião do banco central norte-americano acontece no dia 20 de março e a expectativa de boa parte dos analistas é que as taxas recuem em 0,5 ponto porcentual. Em janeiro, com o objetivo de reduzir o ritmo do desaquecimento, o FED já promoveu um corte de um ponto porcentual, diminuindo a taxa de 6,5% ao ano para 5,5% ao ano. Hoje o presidente do FED, Alan Greenspan, fará seu depoimento no Comitê da Câmara norte-americana e o mercado aguarda com grande ansiedade por sinais que indiquem a tendência para as taxas de juros no país e o ritmo que o FED deve adotar para o corte das taxas. Veja a abertura do mercado financeiroEm Nova York, as bolsas operam em alta. A Nasdaq - bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - registrava há pouco queda de 1,80%. O Dow Jones - índice que mede a valorização das ações mais negociadas em Nova York - está em queda de 1,05%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,11%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,05 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,64% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Já os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,204% ao ano, frente a 16,250% ao na sexta-feira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.