Negócios familiares viram marca do Citi

Depois de negociar o Atacadão, vendeu o Assai para Abílio Diniz

O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2008 | 00h00

A mudança de emprego de Ricardo Lacerda e outros 11 integrantes de sua equipe no Goldman Sachs no fim de 2005 interferiu no ranking de negócios fechados nos dois últimos anos no Brasil. Enquanto o Goldman Sachs caiu na lista, o Citi, a nova casa de Lacerda, deu um salto, passando a figurar entre os primeiros colocados. O banqueiro diz que nos últimos seis anos fechou negócios avaliados em R$ 150 bilhões.No ano passado, o Citi assessorou seis das dez operações acima de US$ 1 bilhão. O time liderado por Lacerda diz que trabalhou na compra da Ipiranga pela Braskem, do Atacadão pelo Carrefour, da Telemig pela Vivo, da americana Pride pela GP Investimentos e da Quanex pela Gerdau. Ele ainda ajudou a Arcelor Mittal a comprar as ações dos sócios minoritários da Acesita.Uma das marcas de Lacerda é o histórico de fazer negócios com empresas familiares. No ano passado, a operação mais emblemática para ele foi a venda do Atacadão para o Carrefour após dois anos de tentativa. O nome do comprador foi uma surpresa e o valor da operação saiu muito acima do que o mercado esperava. Pouco tempo depois, o banqueiro procurou (e foi procurado) pelo dono do Assai, que acabou sendo vendido para o Pão de Açúcar.

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