Negócios na zona do euro encolhem mesmo com plano do BCE--PMI

O novo plano de compra de títulos do Banco Central Europeu (BCE) não conseguiu até agora provocar nenhuma melhora nos negócios das empresas da zona do euro, mostrou nesta quinta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI).

ANDY BRUCE, Reuters

20 de setembro de 2012 | 07h53

A contração da atividade no setor de serviços da zona do euro se aprofundou neste mês no maior ritmo desde julho de 2009, com fraca performance principalmente de empresas francesas, mostrou a pesquisa do instituto Markit.

Um importante indicador da performance econômica, o PMI de serviços da região caiu, em números preliminares, para 46,0 em setembro ante 47,2 em agosto, abaixo mesmo da previsão mais pessimista de 46,5 em uma pesquisa da Reuters com cerca de 40 economistas.

Uma leitura abaixo de 50 indica contração da atividade.

O dado do setor de serviços ficou nesse nível apesar de uma alta surpreendente nas pesquisas sobre a Alemanha, sugerindo que economias menores da zona do euro como Espanha e Itália tiveram uma performance especialmente fraca, ampliando o cenário para um corte da taxa de juros pelo BCE em outubro.

Houve poucos sinais de que o plano do BCE de comprar dívida de países em dificuldade, anunciado em 6 de setembro, tenha melhorado a confiança entre empresas do setor de serviços --pelo menos até agora.

"Esperávamos que o anúncio do BCE sobre intervenção no mercado de títulos, se a Espanha e a Itália pedissem ajuda, tivesse ajudado a melhorar a confiança empresarial, mas não parece ter sido o caso", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.

O Markit informou que os PMIs sobre o terceiro trimestre têm sido consistentes com um declínio de 0,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), pior do que a queda de 0,2 por cento sugerida em pesquisa da Reuters com economistas.

O PMI composto, que combina as pesquisas sobre indústria e manufatura, caiu para 45,9 ante 46,3 --também abaixo da menor expectativa, de 46,0.

As indústrias da zona do euro tiveram melhor performance do que o esperado neste mês, mas apenas porque mostraram uma taxa mais lenta de declínio. O PMI de indústria subiu para 46,0 ante 45,1 em agosto.

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