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Nelson Jobim nega privatização da Infraero

Ministro afirma que agora se estuda uma reestruturação da estatal, para em seguida abrir seu capital

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

28 de fevereiro de 2008 | 19h12

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou nesta quinta-feira, 28, que esteja fazendo qualquer tipo de estudo com vistas à privatização da Infraero. "Vocês é que estão falando nisso, eu nunca falei. Não há possibilidade", declarou. Segundo ele, o que se estuda neste momento é reestruturar a Infraero para num segundo momento partir em abertura de capital.   Veja também: Miguel Jorge defende privatização da Infraero BNDES nega privatização da Infraero Governo não deve privatizar Infraero, mas abrirá capital   "O que há é uma discussão sobre a abertura de capital da Infraero. E nem sobre isso há nada definido. O primeiro passo que temos de dar é retomar a reorganização da empresa e fazer com que possamos ter uma empresa com uma gestão corporativa. Esse é o sentido e portanto, não há nada a respeito de privatização", esclareceu.   Jobim lembrou ainda que os estudos para a abertura de capital seriam feitos pelo BNDES mas só posteriormente à reorganização da empresa. Ele destacou que a Infraero precisa de uma completa reestruturação. Para isso, informou, será contratada uma empresa para executar o plano de reformas. "Só depois é que vamos falar em abertura de capital", disse.   O ministro evitou falar também sobre as especulações na área de aviação de que o atual presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, poderia ser substituído no cargo. Ainda nesta quinta-feira, ele deve participar de uma reunião com todos os superintendentes da Infraero.   Petrobras como modelo   O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, declarou nesta quinta-feira, 28, que os estudos que estão sendo feitos para a reestruturação da estatal têm a Petrobrás - companhia com ações em bolsa e controle acionário da União - como modelo. Estes estudos, informou, têm como objetivo a abertura de capital. Ele lembrou que a expectativa é de que "demore de dois a três anos."   "Nossa perspectiva é essa: garantir a maioria da ações", afirmou. Segundo Gaudenzi, é importante a injeção de recursos na Infraero via acionista. "Para nós, a Petrobras é o nosso modelo ideal", afirmou, acrescentando que "privatização é complicado, até porque nós temos aeroportos altamente rentáveis e outros não. Portanto, não advogo a tese da privatização."   Gaudenzi lembrou que a Infraero administra 67 aeroportos sendo que desse total, apenas 12 são rentáveis, e 55 precisam da ajuda do governo. "Nós temos que atender a todas as localidades, disse.   Segundo o presidente, a única certeza que tem hoje é que o atual modelo autárquico da Infraero está esgotado. "Não é possível dirigir 67 aeroportos como autarquia, com todos os entraves para dirigir uma área que precisa de rapidez num atendimento. Este modelo está esgotado", afirmou. "Precisa ser substituído pela abertura de capital e teremos de preparar a empresa para isso com uma completa reestruturação."   O presidente da estatal disse ainda que disse que garantir o controle acionário é uma questão estratégica. "A Infraero é uma empresa estratégica porque, num país do tamanho do Brasil, precisamos atender a todas as localidades. Por isso, é importante termos a maioria das ações", concluiu.  

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