Nem exportadores saem ganhando com alta do dólar, avalia AEB

A alta na cotação do dólar não estátrazendo benefícios nem para os exportadores, tradicionalmentebeneficiados pela desvalorização do real. Segundo o diretor daAssociação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto deCastro, a alta da moeda norte-americana nos níveis atuais "nãotraz nenhum ganho para as empresas exportadoras". Segundo Castro, a alta do dólar acima de R$ 3 "nãoresponde a padrão técnico nenhum, é irreal" e, portanto, nãoestá sendo levada em conta pelos exportadores. Ele explica queos exportadores estão fechando os contratos com cotação definidaem R$ 2,50 ou R$ 2,60, pois não há como saber qual será acotação da moeda daqui para frente. "Ninguém está tomando acotação atual como parâmetro, é totalmente artificial", disse. Além disso, prossegue, os importadores estão solicitandodescontos dos exportadores do País, na expectativa de dividir umpouco os ganhos de receita proporcionados pela alta do dólar."Normalmente, a desvalorização do real beneficia osexportadores. Mas no momento a alta do dólar é muito forte eirreal e, portanto, acaba virando um problema", disse. O economista explicou que o pior efeito da volatilidadeé que ela cria insegurança e dificuldades para que as empresasexportadoras "programem suas atividades". Ele disse que osexportadores estão "assustados" diante do que considera "umnível de especulação que ultrapassa todos os limites do bomsenso".

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