'Nem Judas nem Jesus, mas São Cristóvão', diz Levy

BRASÍLIA - Nos últimos dias, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi comparado à Jesus Cristo e à Judas Iscariotes. Mas ontem, quando questionado sobre os dois personagens bíblicos - e antagônicos -, Levy afirmou que não era nem um nem outro, mas sim São Cristóvão. "Agora é São Cristóvão, que é dos transportes, hoje é dia de São Cristóvão, dia da infraestrutura", disse Levy, após participar da cerimônia do governo para anunciar o programa de concessões.

JOÃO VILLAVERDE , O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2015 | 02h01

A primeira comparação foi feita pela presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao Estado, Dilma defendeu Levy das críticas, principalmente feitas pelo PT, dizendo ser injusto e errado tratar o ministro como "Judas".

A segunda comparação veio por meio do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Questionado sobre a declaração de Dilma, Temer afirmou que Levy não deveria mesmo ser tratado como Judas. "Ele tem de ser tratado como Cristo, que sofreu muito, foi crucificado, mas teve uma vitória extraordinária e que deixou um exemplo magnífico e extraordinário para todo o mundo", disse.

PIB. Em relação ao programa anunciado ontem, Levy disse que os investimentos diretos previstos no pacote devem provocar um reforço de 0,25 ponto porcentual no Produto Interno Bruto (PIB). Mas informou que os efeitos devem ser sentidos mesmo a partir do ano que vem. "Terá algum reflexo neste ano, mas os efeitos mais significativos serão em 2016", disse o ministro.

Segundo ele, o mercado está "bastante pronto" para reagir ao plano de concessões.

 

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