Nem mesmo a elegante Gucci resiste à crise

A Gucci, terceira maior fabricante e distribuidora de bens de luxo, demonstra que nem mesmo as empresas voltadas para os mais ricos estão conseguindo resistir à crise. A empresa italiana informou que seu lucro líquido encolheu para 1,2 milhão de euros no primeiro trimestre, encerrado em abril, de 35,5 milhões de euros no mesmo período do ano anterior. A informação vai contra as análises de que as empresas de produtos de luxo tinham conseguido resistir aos fatos que travaram a economia mundial, como o fraco sentimento dos consumidores, às incertezas relacionada à guerra no Iraque e o impacto da Síndrome Respiratória Severa Aguda (SARS, na sigla em inglês) na Ásia. As vendas da Gucci caíram 6,7%, para 567,1 milhões de euros nos três meses até abril. No mesmo período do ano passado, o conglomerado vendeu 607,6 milhões de euros. O faturamento da marca Gucci caiu 13,7%, de 371,2 milhões de euros para 320,4 milhões de euros. As vendas e o lucro da empresa ficaram abaixo das previsões do mercado. O consenso era que o conglomerado fechasse o período com lucro de 27,3 milhões de euros e vendas totais de 580 milhões de euros. Uma das principais razões para o declínio do resultado da Gucci foi o fato de o trimestre fiscal terminar em abril, um mês que teve um ambiente econômicos muito fraco. A valorização do euro ante o dólar também contribuiu fortemente para o recuo do faturamento As ações da Pinault-Printemps-Redoute, controladora do conglomerado Gucci, caíam 3,1% na Bolsa de Paris e eram os únicos papéis em baixa na cesta de 40 ações do índice CAC. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

02 Julho 2003 | 10h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.