Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Nem metade dos recursos do FGTS foi sacado

Foram sacados R$ 3,7 bilhões, de um total de R$ 8,6 bilhões disponibilizados nas três primeiras rodadas de liberação

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2019 | 05h00

BRASÍLIA - Apenas 44% dos recursos liberados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foram efetivamente sacados pelos beneficiários. O valor corresponde a R$ 3,7 bilhões, de um total de R$ 8,6 bilhões disponibilizados nas três primeiras rodadas de liberação, e diz respeito aos beneficiários que não têm conta na Caixa Econômica Federal

Estes dados constam de apresentação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, feita em evento da Casa das Garças na tarde de ontem , no Rio de Janeiro. O evento foi fechado à imprensa.

Conforme os números do BC, que têm como fonte o Sistema de Informações de Crédito (SCR), na primeira rodada de liberação, em 18 de outubro, foram sacados R$ 800 milhões do total de R$ 1,8 bilhão disponibilizado. Na segunda rodada, de 25 de outubro, o saque foi de R$ 1,4 bilhão, de um montante de R$ 3,4 bilhões. Na terceira rodada, a retirada foi de R$ 1,5 bilhão, de um total de R$ 3,4 bilhões.

Os dados dizem respeito ao chamado saque imediato do FGTS, em que os trabalhadores teriam, originalmente, direito a sacar até R$ 500 de cada conta ativa ou inativa. Recentemente, o Congresso alterou o valor para até R$ 998 e o novo parâmetro foi sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. Os beneficiários têm até o fim de março para sacar os recursos.

Para os brasileiros que possuem relação com a Caixa Econômica Federal, os recursos do FGTS foram disponibilizados automaticamente em suas contas, em um total de R$ 15,2 bilhões nas três primeiras rodadas de liberação, conforme os dados do SCR. 

Estímulo ao PIB

Em comunicações recentes, o Banco Central tem destacado que a liberação do FGTS – somada ao saque do PIS-Pasep, também anunciado pelo governo no segundo semestre deste ano – tende a estimular a economia como um todo, com reflexos sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Para o BC, o impacto da liberação do FGTS e do PIS-Pasep ficará mais concentrado justamente no último trimestre de 2019.

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