Nem Natal contém queda da ocupação no comércio, diz IBGE

Surpresa da pesquisa fica por conta da queda de 0,6% na ocupação no comércio em novembro ante outubro

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2008 | 11h19

O gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, disse nesta sexta-feira, 19, que a queda na ocupação em novembro ante outubro ocorreu nos grupamentos de atividade que mais sentem efeitos da mudança na conjuntura econômica, como outros serviços (inclui restaurantes e hotéis, com queda de 0,8% no número de ocupados em novembro ante outubro), serviços domésticos (-1,5%) - segundo ele, quando a cautela dos consumidores aumenta, os empregados domésticos são dispensados - e serviços prestados às empresas (-2,5%).   Veja também: Com crise, desemprego e renda ficam estáveis em novembro Taxa de desocupados em SP é a menor da série histórica Lula nega que governo queira mudar leis trabalhistas Nenhum empresário tem motivo para demitir, diz Lula Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Azeredo disse também que a surpresa ficou por conta da queda de 0,6% na ocupação no comércio em novembro ante outubro, já que esse é o período do ano em que, tradicionalmente, o varejo contrata empregados temporários para o final do ano.   Entre os segmentos que aumentaram o emprego em novembro ante outubro, destacam-se a indústria (1,5%) e a construção (0,7%). Segundo Azeredo, o segmento de construção foi o grande destaque setorial da pesquisa, já que elevou o número de empregados em 7,9% em novembro ante igual mês do ano passado, o equivalente à geração de 120 mil postos de trabalho. Do total de postos gerados, 82 mil foram em São Paulo.   A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou praticamente estável de novembro para outubro deste ano. O índice ficou em 7,6% no mês passado, ante 7,5% em outubro, segundo divulgou o IBGE. O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.273,60 em novembro, com alta de 0,9% ante outubro.     A taxa de desocupação na Região Metropolitana de São Paulo ficou em 8,2% no mês passado, o menor índice para um mês de novembro registrado pela Pesquisa Mensal de Emprego. No mesmo mês do ano passado, por exemplo, a taxa de desocupados era de 8,8%. Mas em novembro de 2003 a taxa chegou a atingir 14% da população.   Matéria ampliada às 11h41   

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