´Nem o pior dos pessimistas poderia estar pessimista´, diz Lula

Para presidente, a economia do País combina estabilidade com crescimento

Agencia Estado

18 de junho de 2007 | 14h16

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta segunda-feira, 18, que o País conseguiu combinar estabilidade econômica com crescimento e controle da inflação. Em seu programa semanal de rádio, o Café com o Presidente, Lula comentou o dado divulgado pelo IBGE, na última sexta-feira, 15, que apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu 4,3% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado: "Nós temos uma possibilidade de crescimento ainda no segundo trimestre, no terceiro trimestre e no quarto trimestre".Para o presidente, o Brasil está vivendo "um momento que nem o pior dos pessimistas poderia estar pessimista". Lula aponta como motivos positivos o crescimento de investimento na indústria, que, segundo ele, chegou a 7.2%, e o aumento de 302 mil empregos em abril. Lula também disse que o governo irá investir R$ 40 bilhões nos próximos três anos e meio em urbanização de favela e saneamento básico."É importante lembrar que em 2003 o crédito estava por volta de R$ 300 bilhões e agora estamos com crédito de R$ 757 bilhões, um crescimento de 21% nos últimos 12 meses. Mas se você pegar, por exemplo, a agricultura, que nós partimos de R$ 2,5 bilhões, chegamos a liberar R$ 8,5 bilhões na safra 2006-2007 e agora estamos colocando R4 12 bilhões para a safra 2007-2008. E é isso que conta para fortalecer o crescimento da economia", disse Lula. Como exemplo de casos bem sucedidos pela economia do País, Lula disse, sem citar o nome da Volkswagen, que no ano passado uma empresa automobilística o procurou dizendo que estava em crise e que tinha que fechar um projeto. "Este ano essa empresa bateu recorde de produção". "Uma outra que produz caminhão tinha mandado trabalhadores embora no ano passado e este ano contratou 600 novos empregos e as pessoas estão esperando até oito meses para comprar um caminhão", contou. "O Brasil vive o seu melhor momento desde que a República foi proclamada", afirmou o presidente. "Obviamente que a gente poderia estar crescendo mais, mas a gente poderia estar crescendo mais com inflação e nós vamos crescer mais sem inflação".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.