Nenhum brasileiro está totalmente satisfeito com o serviço de celular

Pesquisa da Anatel realizada em todo o País mostra que é zero o porcentual de pessoas plenamente satisfeitas com as operadoras

Angela Lacerda, da Agência Estado,

23 de abril de 2013 | 20h29

Nenhum usuário de celular está ''totalmente satisfeito'' com o serviço oferecido pelas operadoras brasileiras. Uma pesquisa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), realizada com cerca de 200 mil entrevistados, mostrou que o porcentual de pessoas que assim se classificam foi zero.

Na telefonia pós-paga, os resultados indicam ainda que 56% consideram o serviço mediano (nem satisfeito nem insatisfeito), 29,5% estão satisfeitos e 14,5%, insatisfeitos.

Na modalidade pré-paga, os satisfeitos somam 48,2%, os que consideram o serviço regular, 43,5%, enquanto 8,3% estão insatisfeitos.

Para os que usam a banda larga na modalidade pós-paga: 42,2% se disseram nem satisfeitos nem insatisfeitos (nível de satisfação mediano ou regular), 43,7 % estão satisfeitos e 14,1%, insatisfeitos. Nos que usam a banda larga fornecida na modalidade pré-paga, um total de 87,3% (regular mais satisfeitos) aprovam, enquanto 12,7% desaprovam o serviço.

Neste quesito, 23,3% registraram total insatisfação e 19,4% insatisfação (total de 42,7%) com a velocidade de acesso à banda larga e 40% (21,3% totalmente insatisfeitos e 18,7% insatisfeitos) com a estabilidade da conexão.

Antes mesmo do término da apresentação do resultado da pesquisa pelo superintendente de serviços públicos da Anatel, Roberto Pinto Martins, e representantes da empresa responsável pela pesquisa, a Meta Instituto de Pesquisa de Opinião Ltda, o coordenador geral do Procon-PE, José Rangel, demonstrou sua indignação com a aparente aprovação dos serviços de telefonia móvel indicada pelos números. "Saio daqui mais preocupado do que entrei", afirmou ele. "Isto não corresponde à realidade vivida por nós no Procon, onde o serviço de telefonia móvel só perde, em reclamações e denúncias, para companhia estadual de eletrificação, Celpe". "O que a Anatel vai fazer?", questionou. "Há seis anos, desde que ocupo este cargo, ouço que vai melhorar e vai haver mais investimento e isto não ocorre".

Martins explicou que a pesquisa trará subsídios para a atuação e fiscalização da Anatel, assim como as empresas operadoras, que também foram avaliadas no levantamento realizado de junho a outubro de 2011, fevereiro e março de 2012 e de agosto a outubro de 2012.

A operadora Sercomtel foi a mais aprovada no serviço pós ( 61,1%) e pré-pago (63,8%), seguida pela CTBC, Vivo, Claro, Oi e Tim. O índice geral de aprovação das operadoras - soma dos regulares, satisfeitos e totalmente satisfeitos - foi de 60%.

A pesquisa mostrou que quanto mais alta a renda e a escolaridade, maior a insatisfação. A diferença para os Estados mais insatisfeitos, no entanto, não foi grande - variação máxima de seis pontos porcentuais. Entre os requisitos observados pelos usuários estão a qualidade de atendimento, tarifas, preços e qualidade das ligações, velocidade e estabilidade da conexão de banda larga e qualidade dos aparelhos.

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