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Nenhum empresário tem motivo para demitir, diz Lula

Ele reclamou de setores que cobram medidas do governo como contrapartida para manterem de trabalho

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

18 de dezembro de 2008 | 16h27

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira, 18, empresários que estão fazendo demissões. Em entrevista no Itamaraty, ele reclamou especialmente de setores que cobram medidas do governo como contrapartida para manterem os postos de trabalho no País. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Lula citou como exemplo proposta apresentada por setores empresariais para que o governo pague seguro-desemprego a trabalhadores que tiverem salários suspensos temporariamente. "Acho muito engraçado. Uma parte dos empresários poderia pagar (os trabalhadores) com os lucros que acumulou", disse. O presidente disse que o governo não deixará de assumir a responsabilidade de cuidar dos trabalhadores, mas avaliou que os números da economia não são motivos para demissões. "Nenhum empresário tem motivo para mandar qualquer trabalhador embora. Nenhum", afirmou. "É preciso ter compreensão de que todo mundo está preocupado com essa crise e todos nós, empresários, governo e trabalhadores, temos de ter como prioridade a parte mais fraca da cadeia, para que esta não seja prejudicada", disse. "Não há nenhuma razão para os trabalhadores serem mandados embora", completou. Suspensão temporária Lula afirmou ainda que o governo não irá propor a suspensão temporária dos contratos de trabalho, mas confirmou que está "pronto" para intermediar negociações entre trabalhadores e empresários. "Se em alguma situação os trabalhadores quiserem a participação ou a intermediação do governo, nós estaremos prontos", afirmou. "Mas nós achamos que esse problema é dos trabalhadores e empresários. Não é uma coisa do governo", completou. Ele relatou que, recentemente, os sindicatos o procuraram para que o governo levasse à frente um projeto de redução de jornada de trabalho. "Eu falei para eles que saíssem às ruas, fizessem um abaixo-assinado e entrassem com um projeto de lei de iniciativa popular porque é a melhor a solução", disse. "Não fiquem esperando que o governo faça tudo", afirmou. O presidente enfatizou que o governo não irá liderar um movimento para mudanças nas leis trabalhistas neste momento. "Eu não sei de onde saiu essa notícia. De vez em quando, alguém cria uma coisa e essa coisa passa a ter o tom de verdade. Não é papel do governo fazer aquilo que cabe aos trabalhadores fazerem com os empresários", completou. "Qualquer acordo entre trabalhadores e empresários será dirigido por trabalhadores e empresários", insistiu. Segundo ele, o governo vai fazer de tudo para evitar que a crise atinja o mercado de trabalho. "Agora, se em qualquer circunstância uma empresa estiver em crise, essa empresa e o sindicato devem se colocar de acordo e, com muita maturidade, evitar que os trabalhadores sejam penalizados", disse.  O presidente disse que é preciso analisar os números do comércio neste final de ano e de alguns setores como o automobilístico, que acumulou lucros. "O papel do empresário não é ficar encontrando jeito de manter o mesmo lucro. O papel dele é trabalhar de forma muito rápida junto com o governo para que a gente evite que a crise chegue a toda a sociedade brasileira", disse.

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