Nervosismo com bancos derruba bolsas na Europa

Mercados em Frankfurt, Paris e Londres abrem am baixa; Ásia tem resultados mistos

BBC Brasil,

20 de março de 2008 | 07h35

Nesta quinta-feira, 20, véspera de feriado, a movimentação nas bolsas européias refletia o nervosismo de investidores europeus, que continuam de olho em dados sobre o desempenho de grandes bancos, em meio às contínuas incertezas sobre as conseqüencias da crise no mercado de crédito imobiliário nos Estados Unidos.  Veja também:  Queda no preço das commodities acentua perdas na Bovespa'Crise é 30 vezes maior que a de 1998', diz LulaDepois de corte de juros nos EUA, Bovespa fecha na máxima Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduções Petróleo fecha perto de US$110 com corte de juro do FedCronologia da crise financeira  Na Europa, as principais bolsas abriram em queda no início dos pregões. O índice FTSE da bolsa de Londres operava em baixa de 0,78% às 8h30 (5h30 no horário de Brasília). Em Frankfurt, o índice Dax operava em baixa de 0,58% enquanto a bolsa de Paris recuava 0,96%.  Após um dia de quedas nos principais mercados internacionais, puxadas pela expectativa de redução no preço das commodities, as bolsas da Ásia apresentaram um resultado misto nesta quinta-feira. Após chegar a acumular perdas de 6,5% durante o pregão, a maior queda desde junho do ano passado, a bolsa de Xangai fechou em alta de 1,1%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, fechou em queda de 3,47%. A bolsa de Tóquio não funcionou nesta quinta-feira por causa do feriado nacional.  A queda de mais de US$ 6 no preço do barril de petróleo derrubou as ações das empresas de energia na quarta-feira, 19, e desanimou os investidores. Nesta quinta, os diretores dos principais bancos britânicos se reúnem com autoridades do Banco da Inglaterra (Banco Central da Grã-Bretanha) para discutir maneiras de injetar ânimo no sistema financeiro do país após uma semana de grande volatilidade nos mercados. O encontro acontece um dia depois que as ações do Halifax, um dos maiores bancos e maior fincanciador de empréstimos do país, caíram mais de 17%. As perdas aconteceram em meio a fortes rumores de que a instituição havia solicitado fundos de emergências ao Banco da Inglaterra. Numa atitude sem precedentes, a instituição se apressou em desmentir os boatos. Segundo o analista da BBC Tim Bowler, a Autoridade de Serviços Financeiros, (FSA, na sigla em inglês), órgão que regula o setor financeiro na Grã-Bretanha, está investigando se os boatos foram espalhados propositalmente para diminuir o valor das ações. A instituição disse que "não toleraria" que operadores do mercado financeiro voltem a criar "falsos rumores" com obejetivo de fazer lucros. Ainda segundo Bowler, a principal expectativa em torno do encontro desta quinta-feira é de que o Banco da Inglaterra injete mais dinheiro no setor bancário, medida que está sendo tomada por bancos centrais de outros países.

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