Nervosismo com crédito afunda Wall Street

Uma nova onda de temores relacionadosao crédito derrubou Wall Street nesta segunda-feira,pressionando as ações para o seu menor nível em 17 meses e ospreços dos títulos para uma forte alta, à medida queinvestidores ansiosos reagiram a rumores e a notícias deempresas expostas à crise do setor imobiliário.Um forte movimento de vendas de ações financeiras seintensificou durante a sessão em meio a rumores --que foramfortemente negados-- de que o Bear Stearns enfrenta problemasde liquidez. O custo para assegurar dívidas da corretoraaumentou e suas ações caíram mais de 11 por cento. Temores de uma recessão aumentaram com o relatóriodivulgado na sexta-feira mostrando a maior contração do mercadode trabalho norte-americano em cinco anos e tensões no mercadode crédito afundaram o dólar e elevaram as expectativas de queo Federal Reserve irá cortar logo a taxa de juro mais uma vezpara impulsionar a economia. A empresa privada Blackstone Group LP disse que ascondições desafiadoras dos negócios e as baixas contábeis daseguradora de bônus FGIC levaram a uma forte queda nos lucrosdo quarto trimestre. O Citigroup prevê que os bancos de investimentosnorte-americanos irão sofrer uma baixa contábil de 9 bilhões dedólares no primeiro trimestre, puxadas pelas perdasrelacionadas ao setor imobiliário. E o líder do órgão regulador financeiro japonês disse queas perdas contábeis já somam 215 bilhões de dólares com poucomais da metade vindo dos Estados Unidos. O Bear Stearns e seu ex-presidente-executivo negaram asespeculações do mercado que o banco de investimentos estejaenfrentando uma crise de liquidez, ajudando a recuperar partedas perdas de suas ações após terem atingindo a mínima em cincoanos, ainda assim as ações fecharam em queda de 11 por cento. "As pessoas estão preocupadas com sinais de que o sistemafinanceiro não está se recuperando, e que os lucros fora dosetor financeiro estão começando a ser atingidos", disse JohnHaynes, estrategista na Rensburg Sheppard InvestmentManagement. "Cortes da taxa de juros não são suficientes --isto estácomeçando a ir para além do Fed", disse ele.

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