Nervosismo no mercado financeiro

O cenário externo prejudica a abertura dos negócios no Brasil. A situação da Argentina e a alta do preço do petróleo provocam uma pressão de alta nas cotações do dólar e impulsionam as taxas de juros no mercado interno. Há pouco, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro estavam em alta de 0,21% em Londres, a US$ 31,83 por barril.A cotação da moeda norte-americana - R$ 1,9300 na ponta de venda das operações - registra alta de 1,05% em relação aos últimos negócios de ontem. O dólar chegou a R$ 1,9350 (veja mais informações no link abaixo). Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 18,220% ao ano no início da manhã, frente a 17,740% ao ano registrados ontem.De acordo com apuração do editor Josué Leonel, o mercado acionário internacional reage negativamente ao balanço da Nortel, divulgado ontem à noite. Com a queda das bolsas de Nova York, o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também é prejudicado. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - registra queda de 0,76%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera em queda de 3,50%. A Bovespa, sentindo os efeitos de Nova York, acumula baixa de 1,22%.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2000 | 11h48

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