Nervosismo predomina sobre os mercados

A incerteza dos investidores predomina no mercado financeiro, fortalecido pela alta do risco-país, que já atingiu 1.190 pontos. E a tentativa por parte do Banco Central em acalmar o mercado trocando LFTs - título pós-fixado do Tesouro Nacional - de longo prazo por papéis mais curtos a uma taxa mais alta, de 15%, ontem à tarde, parece não surtir muito efeito.Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,6400, com alta de 1,19% em relação aos últimos negócios de ontem, mas chegou à máxima de R$ 2,6550. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 19,360% ao ano, frente a 19,040% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,14%.A medida de ontem foi vista como sinal de que o BC estaria disposto a um melhor entendimento com o mercado, que vem criticando a autoridade monetária na condução do refinanciamento da dívida nos últimos dias.Não há um fato novo que possa justificar esta nova onda de estresse. Segundo um operador, o mercado continua remoendo o nervosismo dos últimos dias, deflagrado pela mudança de regras contábeis dos fundos de investimento e pela rejeição do mercado às LFTs.O pano de fundo da oscilação do mercado, contudo, continua sendo as incertezas em relação ao cenário eleitoral. Operadores não descartam uma normalização do mercado, mas, para isto, consideram que o BC deve continuar encurtando o prazo dos títulos e tentar buscar um meio-termo com o mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.