Nervosismo volta a predominar nos mercados

A semana começa dando seguimento ao nervosismo surgido na terça-feira passada depois da queda histórica da bolsa da China. As tensões novamente vêm da Ásia, onde todas as bolsas registraram fortes quedas nesta segunda-feira. No Brasil, às 12h45, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa de 1,63%. A bolsa de Tóquio amargou sua maior perda em 9 meses, com baixa de 3,34%. Xangai perdeu 1,6%. Índia e Taiwan também acumularam perdas superiores a 3%. Na Europa, os principais mercados acionários seguem a direção negativa. Em Nova York, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em alta de 0,20% e a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - recua 0,22%.O dólar comercial, no Brasil, está em alta de 0,23% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A moeda norte-americana é vendida a R$ 2,1370. A alta do dólar já era esperada nesta segunda-feira. O fato é que o nervosismo dos investidores, provocado pelo aumento da aversão ao risco, provocou o desmonte de operações de carry trade.Nestes negócios, o investidor tomava crédito em iene, com baixas taxas de juros, e aplicava em ativos de maior rentabilidade nos mercados emergentes. Com isso o desmonte dessas operações, as moedas de países emergentes perdem valor ao mesmo em que aumenta a valorização do iene, que atingiu seu maior valor em três meses. ChinaO comportamento da economia chinesa continua no foco de atenção dos investidores. Começou nesta segunda-feira a 10ª Assembléia do Congresso Popular do país. Analistas estão ansiosos para saber se o governo chinês adotará ou não medidas para esfriar o crescimento econômico e a valorização do mercado de ações local.O governador do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan, afirmou nesta segunda-feira que a China não descarta a possibilidade de promover novas elevações na taxa de juros e que o ritmo da inflação será um fator nessa decisão. Os comentário de Zhou foram feitos durante a abertura da Assembléia.Com base nesta perspectiva, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, fixou meta de 8% para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, abaixo da taxa de 10,7% alcançada no ano passado, mas 0,5% maior do que o previsto no 11º Programa Qüinqüenal (2006-2010). Outros destaques que vêm da Ásia são as decisões de política monetária dos bancos centrais da Indonésia (terça-feira), Coréia do Sul (quarta-feira) e das Filipinas (quinta-feira).

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