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Nestlé paga US$ 11,5 bilhões por divisão de alimentos da Pfizer

Grupo suíço disputou a aquisição com a Danone e prevê que as vendas da unidade alcancem US$ 2,4 bilhões em 2012

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2012 | 03h08

A Nestlé anunciou ontem que concluiu um acordo para a compra da Pfizer Nutrition, de alimentos para bebês, por US$ 11,5 bilhões, visando ampliar suas vendas nos países emergentes.

A companhia sediada em Vevey, na Suíça, informou que a aquisição "reforçará sua posição no mercado global de alimentos infantis", porque 85% das vendas da unidade Nutrition da Pfizer ocorrem nos mercados emergentes, muitos dos quais têm enormes populações em grande crescimento.

O negócio permitirá particularmente que a Nestlé promova sua expansão na China e mantenha sua posição como uma das empresas que mais vendem leite em pó para bebês. Entretanto, ainda depende da aprovação das autoridades regulamentadoras. A Nestlé já é dona de uma fatia grande do mercado de leites em pó e poderá enfrentar problemas para a conclusão do acordo em razão da lei antitruste.

Ontem, as ações da Nestlé caíram 2,8% para 55,50 francos suíços (US$ 60,87) na bolsa de Zurique.

A Nestlé calcula que as vendas da unidade da Pfizer em 2012 chegarão a US$ 2,4 bilhões. "Os alimentos para bebês constituem a viga mestra da nossa companhia desde sua fundação, em 1866", afirmou o CEO da Nestlé, Paul Bulcke, em um comunicado.

"A Nutrition, da Pfizer, representa um excelente ajuste estratégico e essa aquisição enfatiza o nosso compromisso em sermos líderes mundiais em produtos para a alimentação, a saúde e o bem-estar."

Disputa. A proposta da Nestlé superou a oferta de US$ 11 bilhões feita em conjunto pela Danone e pela Mead Johnson Nutrition para a unidade. Segundo informações da agência Dow Jones, a proposta inicial da Nestlé era de US$ 9 bilhões.

A Pfizer colocou a divisão de alimentos infantis à venda em julho de 2011, juntamente com uma unidade separada de medicamentos de uso veterinário.

A Pfizer, a maior fabricante de remédios do mundo, vem se desfazendo de unidades que não pertencem à sua atividade central, a fim de concentrar-se no desenvolvimento de novos remédios. No ano passado, sofreu prejuízos quando expirou a patente do seu campeão de vendas Lipitor, contra o colesterol.

Em agosto, também vendeu, por US$ 2,4 bilhões, sua unidade que produz remédios em cápsula para a KKR & Co.

A Nestlé previu na sexta-feira que 2012 será um ano difícil, mas informou que as vendas do primeiro trimestre subiram consideráveis 5,6% em relação ao ano passado, impulsionadas pelo forte crescimento nos mercados emergentes e pela alta dos preços no varejo. / ASSOCIATED PRESS

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