''Networking'' é a palavra da moda no festival

O jornal ''O Estado de S. Paulo'' é o representante oficial do Festival de Cannes no Brasil

, O Estadao de S.Paulo

24 de junho de 2009 | 00h00

Com sete Leões na bagagem e a perspectiva de mais alguns até o final da semana, Sérgio Valente, presidente da agência DM9DDB, não esconde a satisfação em mais uma rodada do Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Valente tem sido, como outros brasileiros na costa francesa, presença frequente nos seminários. "Se, no ano passado, ?convergência? era a palavra que sintetizava o espírito das palestras, esse ano é ?networking? que assume esse papel", diz ele. "Não existe mais digital ou não digital. Quem usa e-mail é velho. Hoje o mundo é multimídia, as pessoas estão conectadas na mão." Apesa dessa declaração, Valente diz que a mídia tradicional não corre o risco de desaparecer. "Mudam os papéis. Até a internet está se repensando. Basta ver que as marcas de maior influência nesse ambiente, o Twitter ou o Facebook, não conseguem ser influentes a ponto de se rentabilizar."As palestras que tocam em temas relacionados a network, como as de um dos idealizadores do Twitter, ou do Facebook, lotam. Mas a carência de perspectivas sobre o futuro desses negócios frustra quem esperava algo além da constatação de que as redes sociais crescem e o público adora. Para Pedro Cabral, presidente do grupo inglês Isobar na América Latina, no entanto, já há soluções que fazem as marcas dos anunciantes sobreviverem nesses ambientes de comunicação online. "O Facebook, por exemplo, criou uma plataforma onde as empresas podem criar ambientes para se relacionar com as pessoas."Em concorrida palestra no Palácio dos Festivais, o presidente global do grupo inglês Isobar, Nigel Morris, alertou para o fato de que, cada vez mais, o consumidor tem capacidade para construir histórias a respeito das marcas nas redes sociais. "Não é mais o anunciante que escolhe quando vai falar com o consumidor. É ele quem decide como e quando fala." Para o diretor de marketing da operadora de comunicações Nextel, Fábio Toledo, a interpretação dessa nova realidade no universo dos negócios é o fato de que as marcas que quiserem vender têm de ficar ligadas 24 horas, prontas a dar respostas. "Esse é o grande desafio", diz ele.

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