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'The New York Times' terá a presidente mais jovem de sua história

A executiva Meredith Levien, de 49 anos, assumirá a empresa responsável pelo jornal no dia 8 de setembro; substituirá Mark Thompson, que está no cargo desde 2012

Edmund Lee, The New York Times, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 19h49

NOVA YORK – A The New York Times Co. anunciou que a executiva Meredith Kopit Levien, de 49 anos, será a nova presidente da companhia a partir de 8 de setembro. Meredith, que ocupava o cargo de diretora de operações, substituirá Mark Thompson, que está no cargo desde 2012. Ela será a mais jovem CEO da história da companhia de notícias. 

A executiva foi descrita por A.G. Sulzberger, publisher e conselheiro do jornal, como uma “líder brilhante e transformativa”. Meredith chegou ao NYT em 2013 como chefe da área de publicidade – foi contratada pelo atual presidente. Ela foi promovida para em 2015 e novamente em 2017, quando assumiu o atual cargo. Desde então, era considerada como a primeira na linha de transição de Thompson, que comandou a famosa “virada digital” da publicação.

A decisão sobre a escolha de Meredith Levien para liderar a companhia foi tomada de forma unânime pelo conselho de administração da empresa The New York Times Co., em reunião realizada na terça-feira. Em entrevista, Thompson afirmou que “realmente não havia outro nome” para substituí-lo. Já Meredith lembrou que está assumindo o NYT em um momento em que os Estados Unidos vivem um momento de polarização.

Assinaturas

Como presidente da The New York Times Co., a executiva vai continuar a expandir a estratégia de crescimento via a expansão da base de assinantes – uma estratégia que conseguiu salvar o jornal da tendência de queda nas receitas com publicidade, melhorando significativamente a situação financeira da empresa.

O The New York Times recentemente superou a marca de 6 milhões de assinantes – o que faz a publicação se aproximar da meta estabelecida para 2025, de 10 milhões de clientes. A exemplo do que ocorreu com outras publicações jornalísticas, a receita com publicidade do NYT também está em queda. Para o segundo trimestre de 2020, a expectativa é de uma redução de 55%. Os resultados completos serão divulgados no dia 5 de agosto.

Além de focar no jornalismo tradicional, o NYT continuará a testar outros produtos não relacionados a notícias. Nos últimos anos, a empresa conseguiu atrair consumidores com projetos como um aplicativo de culinária e um app dedicado às palavras cruzadas. “Temos grandes ambições para o The New York Times – e para o jornalismo independente, de maneira geral”, disse Meredith.

Antes de chegar à The New York Times Co., a executiva era responsável pela área de receitas da Forbes Media. Ela disse que inicialmente ficou reticentes quando foi convidada para assumir um cargo na empresa. 

“Pedi conselhos a pessoas próximas. E o sentimento geral, na época, era que se tratava de uma grande companhia de jornalismo que já tinha vivido seus melhores dias em termos de negócios. “Mas, no fim das contas, (o que pesou) foi o fato de que eu amo a empresa e amo sua missão.”

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