Nicolas Sarkozy anuncia no Rio parceria com Brasil no G-20

Presidente francês diz que é fundamental que Brasil e França se mostrem contários a 'mundo de especuladores'

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

22 de dezembro de 2008 | 14h19

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta segunda-feira, 22, que ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Comissão Européia, José Durão Barroso, decidiram que vão levar à reunião do G20, em abril do ano que vem, em Londres, propostas conjuntas da Europa com o Brasil, que incluem a definição do novo papel do FMI no futuro e a concentração de esforços para "lançar as bases de um sistema financeiro mais equilibrado com controle e fiscalização maiores das instituições financeiras".   Veja também: Carla Bruni vem ao País com Sarkozy e cumpre agenda paralela Galeria de fotos da primeira-dama francesa  Acordos de Defesa devem marcar encontro entre Lula e Sarkozy   "A Europa vai trabalhar de mãos dadas com o Brasil. É fundamental que o Brasil e a França cheguem com uma proposta que mostre que não queremos um mundo de especuladores, mas de empresários. Não queremos quem nos colocou nesta situação nos diga quando sair dela", disse, em palestra durante o 2º Encontro Brasil-União Européia, no Rio de Janeiro, onde desembarcou com a primeira-dama, Carla Bruni, esta manhã.   Sarkozy disse ainda que a Europa vai trabalhar com o Brasil "em iniciativas futuras relativas à Organização Mundial do Comércio (OMC), porque acreditamos na liberdade do comércio, não queremos protecionismo e o Estado deve tomar suas responsabilidades".   O presidente francês se esforçou em sua palestra para mostrar afinidade com o presidente Lula, que criticou os especuladores de mercado e os responsabilizou pela crise. "A Europa acredita no futuro do Brasil e tem fé na política do presidente Lula", disse ele, que acrescentou que Lula falou sobre algo fundamental que é a volta da política ao mundo", Sarkozy defendeu ainda que "precisamos do presidente Lula como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e afirmou que "o Brasil não é potência de amanhã, mas de hoje".   Sarkozy fez uma declaração conjunta com Lula e Durão no encerramento da reunião de cúpula da parceria estratégica Brasil-União Européia. O presidente brasileiro destacou o aumento do intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa e os investimentos dos países membros da União européia no País, com destaque especial para o projeto nacional de reduzir a emissão de CO2 na atmosfera através de uma queda drástica no desmatamento. Durão e Sarkozy elogiaram as iniciativas do Brasil na área ambiental e destacaram que o país terá um importante papel no esforço global de contenção das mudanças climáticas.

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