Nicolau Jeha critica paralisia do governo

O vice-presidente da Fiesp, Roberto Nicolau Jeha, acredita que a grita por uma redução da taxa Selic está deixando de ser a principal preocupação do empresariado. "Eu estou chegando à conclusão de que o grande risco interno não é mais a taxa de juros, mas é a inércia administrativa que nós estamos tendo", revelou durante entrevista ao Conta Corrente, da Globo News. "Eu não tenho dúvida de que essa taxa de juros Selic vai, gradativamente, baixar até o final do ano. Agora, preocupa-me mais a falta de ação, a falta de articulação do governo. Aparentemente, os ministros não se entendem", sentenciou. "Essa paralisia do governo para implantar uma microagenda positiva é que está segurando o crescimento, mais ainda do que a taxa de juros." Investimentos em infraestrutura para crescer De acordo com o líder empresarial, o governo precisa colocar em prática o projeto de Parceria Público-Privada para poder investir em infra-estrutura. "Esse atraso nessas definições está provocando grandes problemas para a economia brasileira e, se isso não for resolvido, especialmente na questão de energia elétrica, nós vamos ficar sujeitos a um novo apagão", alertou Jeha. "Tem de se fazer um novo ciclo virtuoso de investimentos para que a gente possa - em 2005, 2006, 2007 - ter uma sustentabilidade no crescimento, não de 3,5%, mas de 5% ou de 6%. Para que efetivamente o custo Brasil diminua e o investimento privado, nacional ou estrangeiro, volte efetivamente a acreditar no crescimento sustentado e volte a investir na produção do nosso País."

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 07h18

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