Nigéria autoriza Petrobras a explorar petróleo no país

O governo da Nigéria autorizou Petrobrás e suas parceiras a iniciar os investimentos para extrair petróleo do campo de Akpo, localizado a 200 quilômetros da costa daquele país, com reservas de cerca 600 milhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás). Segundo a estatal, a produção será iniciada no final de 2008 e chegará rapidamente seu pico de 225 mil barris por dia. O projeto é operado pela francesa Total e tem ainda a participação das nigerianas Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC), estatal, e South Atlantic Petroleum (Sapetro), privada. A descoberta de Akpo foi feita em 2000 e comemorada pelas empresas devido à excelente qualidade do petróleo encontrado. Cerca de 80% das reservas são de condensado, tipo de óleo extremamente leve, com maior valor de mercado e geralmente associado ao gás natural. Foi a segunda descoberta da Petrobrás na Nigéria - a primeira, operada pela americana Texaco, é o campo de Agbami, com volumes próximos dos 2 bilhões de barris em reservas. Os parceiros no projeto Akpo já iniciaram as licitações para a aquisição de equipamentos de produção, entre eles uma plataforma orçada em US$ 1 bilhão, segundo estimativa do mercado. A Petrobrás tem 16% do projeto e disse, em nota enviada à imprensa, que o plano de desenvolvimento das reservas contou com participação ativa de seu corpo técnico, reconhecido internacionalmente em atividades em águas profundas. O campo de Akpo fica em lâminas d´água (distância entre a superfície e o fundo do mar) que variam entre 1,1 mil e 1,7 mil metros. Indenização - A Petrobrás foi condenada a pagar uma indenização de R$ 2,5 milhões pela morte de dois funcionários durante um vazamento de gás ocorrido há quatro anos na plataforma de produção de petróleo P-37. A sentença, dada pela juíza Kíria Simões Garcia, da 49ª Vara do Trabalho do Rio, determina que a empresa recolha este valor ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O vazamento provocou a morte por intoxicação dos encanadores Francisco de Assis Jesus de Almeida e Floriano Castorino de Souza Filho. A Petrobrás informou que vai recorrer da decisão.

Agencia Estado,

03 Maio 2005 | 21h31

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