Nikkei tem máxima em mais de 8 meses com iene mais fraco

O triunfo do Partido Liberal Democrata do Japão nas eleições puxou o iene para o menor nível em 20 meses ante o dólar, o que levou o índice Nikkei ao maior nível de fechamento em oito meses e meio devido a expectativas de que as empresas japonesas terão lucros de exportação muito melhores que o esperado.

Reuters

17 de dezembro de 2012 | 08h07

Mas as bolsas regionais sucumbiram a uma realização de lucros após o rali da última semana, com investidores reduzindo posições antes das festas de fim de ano, em meio a temores de que Washington não evitará o "abismo fiscal" de aumento de impostos e cortes de gastos que podem prejudicar os Estados Unidos e a economia global.

Às 7h48 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,49 por cento, interrompendo uma sequência de oito dias de ganhos.

As ações de Xangai subiram 0,45 por cento depois que a agência de notícias oficial Xinhua informou no domingo que a China prometeu manter as políticas econômicas estáveis em 2013, abrindo margem de manobra diante dos riscos globais, enquanto aprofunda as reformas para apoiar o crescimento de longo prazo.

Na sexta-feira, o índice de Xangai avançou 4 por cento e as ações de Hong Kong atingiram o maior nível em 16 meses.

As ações australianas caíram 0,21 por cento num pregão de baixo volume, mas o setor de recursos básicos encontrou suporte em preços firmes do minério de ferro, o que ajudou o mercado a alcançar a máxima em 17 meses na semana passada.

"Há um pouco de dinheiro saindo de ações de alta rentabilidade como bancos e se dirigindo para recursos básicos", afirmou o operador do Burrell & Co Jamie Elgar sobre as ações australianas.

O índice de Seul encerrou em baixa de 0,60 por cento, o mercado recuou 0,41 por cento em Hong Kong e a bolsa de Taiwan perdeu 0,88 por cento, enquanto Cingapura teve queda de 0,31 por cento.

(Reportagem de Chikako Mogi; reportagem adicional de Victoria Thieberger em Melbourne e Vikram Subhedar em Hong Kong)

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