'Ninguém é demitido por otimismo'

Mantega nega que vá renunciar ao Ministério

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h10

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou rapidamente ontem a reportagem publicada na semana passada pela revista inglesa The Economist, que sugere sua saída da equipe de Dilma Rousseff. Ao ser questionado se pensava em renunciar, respondeu: "Não".

Após participar do Fórum do Progresso Social na capital francesa, Mantega deu uma entrevista aos jornalistas. Em seguida, almoçou com autoridades presentes ao encontro. "Nunca vi ninguém ser demitido por otimismo. Já vi pelo contrário, por pessimismo", respondeu antes de entrar na área reservada ao almoço.

O ministro disse que as ações da equipe começam a dar resultado. "Então, tem algo fora do lugar que deve ser explicado pelo descontentamento dos fundos que não estão ganhando o que ganhavam no passado. A explicação está por aí."

Mantega reconheceu que o confuso cenário de crise global atrasa a reação da economia brasileira. "Claro que esse cenário (de crise externa) retardou nossa recuperação e a aceleração da economia brasileira."

Segundo ele, o comércio exterior é o principal prejudicado pela crise externa. "A indústria não consegue exportar ou continua exportando a mesma coisa mesmo com câmbio favorável. Mesmo assim, estamos conseguindo a recuperação do setor industrial", disse o ministro, ao comentar que o setor cresceu 1,1% no terceiro trimestre de 2012, "o que, anualizado, dá mais de 4%".

"As medidas estão surtindo efeito. Talvez não na velocidade que a gente gostaria, mas a direção está correta e adequada e é da aceleração gradual do crescimento", disse o ministro. "O quarto trimestre deverá ser melhor que o terceiro de modo que a gente entra com a economia acelerando em 2013. Estamos nessa direção", disse. "Estaremos colhendo aquilo que foi plantado", completou. / FERNANDO NAKAGAWA, ENVIADO ESPECIAL A PARIS

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