Nintendo dá adeus ao transformador da fábrica de baralho em gigante de games

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Nintendo dá adeus ao transformador da fábrica de baralho em gigante de games

Hiroshi Yamauchi presidiu a companhia por 50 anos e morreu no Japão de pneumonia aos 85 anos

Reuters,

20 de setembro de 2013 | 13h39

TÓQUIO - O presidente da Nintendo, Satoru Iwata, garantiu que a empresa vai manter vivo o 'espírito' de Hiroshi Yamauchi, o responsável por transformar a companhia de uma fabricante de jogos de baralho em uma gigante dos videogames ao longo de mais de meio século no comando.

Yamauchi morreu nesta quinta-feira, 19, vítima de pneumonia, aos 85 anos. "Seguiremos o espírito de Yamauchi, que nos enssinou o valor de ser diferente dos demais, um fator que se converteu na filosofia da nossa empresa", afirmou Iwata ao Diário Mainichi, do Japão.

   

Considerado por muitos um visionário, Yamauchi liderou o comando da Nitendo desde os tempos em que a empresa fabricava jogos de baralho e a introduziu na área de videojogos e depois aos videogames.

Sob sua direção, a empresa contratou o jovem Shigeru Miyamoto, gênio criador de títulos como Donkey Kong e Super Mario Bros, que levaram a empresa a crescer no mercado mundial no final dos anos 1970.

 

Yamauchi liderou a Nitendo por 50 anos, desde os tempos em que produzia jogos de baralho (Foto:AP)

Na lista da Forbes. Yamauchi (1927-2013) foi o terceiro sucessor no negócio familiar fundado na antiga capital japonesa de Kyoto, em 1889, e foi o presidente da empresa de 1949 a 2002. Ele continuou como conselheiro da companhia até a morte.

Sob sua liderança, a Nintendo desenvolveu os console NES e o videogame portátil Game Boy, que apontaram tendências numa indústria dominado nos últimos anos pelos modelos Nintendo Wii, Playstation, da Sony, e Xbox, da Microsoft.

Yamauchi foi listado pela revista Forbes como o homem mais rico do Japão há cinco anos, quando a Nintendo estava em alta com o lançamento do Wii, que lançou os controles com sensor de movimento.

Desde então o patrimônio da companhia encolheu, com a migração dos usuários para os smartphones. Na época, a riqueza do empresário foi estimada em 7,8 bilhões de dólares.

Ele ficou na 13º colocação na última lista da Forbes para o Japão divulgada este ano, com um patrimônio líquido estimado em 2,1 bilhões de dólares.

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