Nióbio é tema de discussão no Congresso

O deputado Edio Lopes (PMDB-RR) cobrou, em audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, na quarta-feira passada, uma política definida do governo para a exploração e comercialização do nióbio no Brasil. Ele questionou a política de preço para o metal, alegando que o nióbio tem uma cotação aviltada, em comparação com o aço e o ouro.

José Maria Mayrink, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2013 | 02h13

"Não vou culpar as empresas brasileiras, cujo objetivo é o lucro, e só tenho elogios para a alta tecnologia da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, mas não posso admitir que o País tenha só duas ou três exploradoras de nióbio", disse o deputado. Ele acusou a CBMM de aviltar os preços, por meio de suas subsidiárias no exterior. "A CBMM vende para ela mesma e baixa os preços", disse ao Estado.

O presidente da companhia, Tadeu Carneiro, que compareceu à audiência, negou que a cotação do nióbio tenha despencado, a partir de 2009, como afirmou o deputado. "Ao contrário, o preço do nióbio, vendido a US$ 41 o quilo, mantém-se estável", observou. Carneiro disse que Lopes está equivocado, ao afirmar que o nióbio é cotado a US$ 27 o quilo. O deputado propõe que o metal seja negociado na Bolsa de Valores.

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