Nissan apresenta seu segundo modelo produzido no Brasil

A Nissan, montadora que opera em parceria com a Renault em São José dos Pinhais (PR), apresentou ontem seu segundo automóvel produzido no País, o Grand Livina. Classificado como monovolume, é uma versão maior do Livina, que chegou ao mercado em março. Embora a empresa não confirme, uma terceira versão com apelo off road deve chegar ainda este ano. Já a produção de um carro compacto só ocorrerá daqui a três anos. Não será um veículo de baixo custo, mas na faixa dos populares mais sofisticados, que custam entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, disse o presidente da Nissan Mercosul, Thomas Besson. "O modelo está sendo desenvolvido no Japão, mas terá a participação de engenheiros do Brasil, Estados Unidos e México, mercados onde será comercializado", afirmou. "O lançamento no País ocorrerá até 2012."O grupo Renault/Nissan também desenvolve, na Índia - em parceria com a indiana Bajaj -, um carro considerado realmente de baixo custo. Mas sua produção local ou importação será uma decisão futura da marca.O Grand Livina é o sexto lançamento da indústria automobilística neste mês, que antes de terminar terá ainda mais uma novidade - a picape Strada cabine dupla, que será apresentada pela Fiat na terça-feira.A nova versão do Livina tem capacidade para sete passageiros e custa entre R$ 54,9 mil e R$ 65,4 mil. A versão anterior é para cinco pessoas. Com os dois modelos, Besson disse que a marca passa a atuar em segmentos que correspondem a 30% das vendas de veículos no País. A chegada do compacto ampliará essa fatia para 90%. A Nissan também produz no Paraná a picape Frontier e importa os modelos Tiida, Sentra, X-Trail, Pathfinder, Murano e 350Z. A marca detém 0,7% do mercado nacional, participação que quer ampliar para 1,9% até dezembro, com 25 mil unidades vendidas, 44% a mais que em 2008. Só do Grand Livina - que disputa mercado com Chevrolet Zafira, Citroën Picasso e Renault Grand Tour -, a expectativa é de vendas de 1,5 mil unidades. Já para o Livina, a expectativa é de vendas de 7,2 mil unidades.A crise da matriz no Japão não atrapalhou projetos da filial brasileira, que no segundo semestre anunciará novo programa de investimentos para o triênio 2010-2012. No triênio que se encerra foram investidos US$ 150 milhões. "O que mudou é que estamos sendo ainda mais cobrados para gerar resultados", contou Besson. "O CEO do grupo, Carlos Ghosn, acompanha nossos resultados mensalmente."

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