Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Nissan tem prejuízo de US$ 2,42 bi no ano, o 1º desde 1999

Queda no volume de vendas e apreciação do iene prejudicam resultado da 3ª maior montadora do Japão

Marcílio Souza, da Agência Estado,

12 de maio de 2009 | 14h25

A montadora japonesa Nissan Motor, terceira maior em volume de vendas do país, obteve prejuízo líquido de 276,9 bilhões de ienes (US$ 2,87 bilhões) no primeiro trimestre deste ano (quarto trimestre fiscal da montadora), saindo do lucro líquido de 137,6 bilhões de ienes registrado em igual período do ano passado. Em todo o ano fiscal, o grupo obteve prejuízo líquido de 233,71 bilhões de ienes (US$ 2,42 bilhões), o primeiro prejuízo anual desde que o presidente e executivo-chefe, o franco-brasileiro Carlos Ghosn, assumiu o comando da montadora japonesa em 1999.

 

Veja também:

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise

 

O prejuízo operacional somou 230,4 bilhões de ienes no trimestre, apagando o lucro operacional de 211,7 bilhões de ienes registrado há um ano. As vendas caíram 41%, passando de 2,99 trilhões para 1,751 trilhão de ienes. A companhia vem sendo prejudicada pela queda do volume de vendas e pela apreciação do iene. Ghosn alertou que os prejuízos deverão continuar ao longo do ano. Segundo ele, a companhia voltará à lucratividade até o final do ano fiscal de 2010 - que termina em março de 2011 - ou até mesmo antes disso, caso os incentivos para a troca de carros nos EUA sejam aprovados e o iene caia.

 

Para o atual ano fiscal, o grupo projeta prejuízo líquido de 170 bilhões de ienes, prejuízo operacional de 100 bilhões de ienes e receita de 6,95 trilhões de ienes. A Nissan também prevê vendas de globais de 3,08 milhões de veículos, 9,7% menos que o volume vendido no ano fiscal que terminou em março

 

Ghosn negou reportagens de que a Nissan e a francesa Renault, que possui uma fatia de 44% na japonesa, vão comprar a marca de carros Saturn, da General Motors. O executivo disse que os esforços da companhia, em vez disso, estão voltados para a recuperação dos lucros. Ghosn indicou ainda que a Nissan está monitorando os esforços de reestruturação da Chrysler, que pediu concordata no final de abril. Ele sinalizou que a Nissan não vai cancelar seu acordo de tecnologia com a norte-americana, desde que a Chrysler continue independente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.