Marcelo Sayão/EFE
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Nissan vai investir R$ 100 milhões no Rio

Montadora vai fabricar novo modelo de motor no complexo industrial de Resende, mas CEO não vê 2015 com otimismo

MARIANA SALLOWICZ / RIO , O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2015 | 02h02

A montadora japonesa Nissan anunciou ontem investimentos de R$ 100 milhões e ampliação no quadro de funcionários para a fabricação de um novo modelo de motor no Complexo Industrial de Resende, no lado fluminense do Vale do Paraíba.

Apesar disso, o presidente mundial da companhia, Carlos Ghosn, não está otimista quanto ao cenário de negócios em 2015. Ele afirmou que, na melhor das hipóteses, o mercado automotivo ficará estável neste ano, sendo mais provável que ocorra até uma nova queda.

"O quanto vai cair vai depender das decisões tomadas (pela nova equipe econômica)", disse Ghosn em entrevista coletiva, no Rio. Segundo o executivo, os investimentos e projetos da companhia estão mantidos, mas os próximos passos dependem dessas ações.

Para o CEO da Nissan, 2014 foi decepcionante. As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caíram 7,15% no ano passado em relação a 2013. O executivo acrescentou estar mais otimista com 2016, "assumindo que o governo vai tomar boas decisões".

Equipe econômica. O presidente da Nissan citou em diversos momentos a nova equipe econômica, que chamou de estimada e competente, mas ressaltou que ainda há dúvidas sobre as medidas que serão tomadas.

"A grande pergunta é o que vai ser realmente feito e quais tipos de resultados se terá em 2015 e 2016", acrescentou.

Para Ghosn, mesmo que "boas decisões" sejam tomadas, as consequências não serão imediatamente positivas. "Milagre a curto prazo é impossível."

Apesar do cenário negativo, a companhia faz novos investimentos no País de olho no avanço de sua fatia no mercado brasileiro.

A empresa mantém a meta de chegar a 5% de participação de mercado no fim de 2016. A previsão para este ano é alcançar entre 3,2% e 3,4%. Em dezembro, a Nissan tinha 2,5% do mercado. A empresa anunciou a contratação de 25 trabalhadores para a fabricação do novo motor, que terá três cilindros e 1,0 litro.

O equipamento será usado no sedã Nissan New Versa. A companhia descarta demissões neste momento, mas ressalta que o emprego na empresa ao longo do ano depende da reação do mercado.

"Não temos plano (de demissões) hoje porque estamos esperando as decisões da equipe econômica para saber como o mercado vai reagir", disse Ghosn.

Em setembro, a Nissan colocou 279 dos 1.800 funcionários da fábrica de Resende (RJ) em lay-off (suspensão temporária de contrato). Eles retornaram em dezembro. A empresa tem planos de investir R$ 2,6 bilhões no País entre 2013 e 2016.

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