Benoit Tessier/Reuters
Benoit Tessier/Reuters

Nissan vai sair 'gradualmente' do mercado de veículos diesel na Europa

A medida faz parte da estratégia de eletrificação de seus modelos, segundo porta-voz da companhia

EFE

07 Maio 2018 | 02h16

TÓQUIO - O fabricante japonês de veículos Nissan Motor retirará "gradualmente" do mercado automobilístico europeu os carros de passeio movidos a diesel como parte da estratégia de eletrificação de seus modelos, confirmou nesta segunda-feira, 07, à Agência Efe um porta-voz da companhia.

Na Europa, onde se centram as vendas de diesel da Nissan, a estratégia de eletrificação adotada pela companhia lhe permitirá "suprimir gradualmente o diesel dos veículos de passageiros no momento da renovação de cada veículo", explicou a fabricante.

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"Neste momento não temos prazos específicos para a retirada nem se tem feito um anúncio oficial, levando em conta o ciclo de vida de cerca de 7-8 anos dos produtos automobilísticos, isto significa que alguns projetos importantes para certos modelos serão apresentados durante os próximos anos", acrescentou a Nissan.

O fabricante japonês afirmou, além disso, que "as normas e padrões são um aspecto-chave no planejamento de produtos" e, neste sentido, disse que se está levando em conta a entrada em vigor em 2021 da mais estrita norma de emissões Euro 6d.

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Com sua retirada do mercado europeu do diesel, a Nissan se unirá a outros fabricantes japoneses que optaram por isso diante da cada vez mais restrita lei ambiental europeia e o aumento da demanda por modelos que respeitam o meio ambiente.

Entre eles está a Toyota, que confirmou que deixará de vender os seus motores diesel na Europa no final deste ano devido à "forte demanda por parte dos seus clientes das versões híbridas de seus modelos Subaru que deve pôr fim às vendas de automóveis diesel na Europa e na Austrália por volta de 2020.

A Nissan traçou como meta aumentar as vendas de carros elétricos nos próximos anos e chegar em 2022 a comercializar um milhão de unidades ao ano em nível mundial. /EFE

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